- O Ministério Público Federal abriu ação na Justiça Federal do Rio de Janeiro para que a Marinha seja julgada por ofensa à memória de João Cândido Felisberto, líder da Revolta da Chibata de 1910.
- A ação civil pública pede a condenação da União ao pagamento de R$ 5 milhões por dano moral coletivo e uma retratação pública da Marinha.
- Alega que a Marinha divulgou nota oficial desqualificando João Cândido, chamando-o de líder de uma revolta de marinheiros insubordinados e minimizando a importância histórica do evento.
- O objetivo é proteger a memória de João Cândido e assegurar que a história seja contada de forma justa e respeitosa.
- A Marinha ainda não se manifestou; cabe à Justiça analisar o pedido e determinar as providências cabíveis.
O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública na Justiça Federal do Rio de Janeiro para que a Marinha do Brasil seja julgada por ofensa à memória de João Cândido Felisberto, líder da Revolta da Chibata ocorrida em 1910. A decisão é para reparação por dano moral coletivo.
O MPF afirma que a Marinha divulgou nota oficial desqualificando João Cândido, chamando-o de “líder de uma revolta de marinheiros insubordinados” e minimizando a importância histórica da revolta.
A ação pede a condenação da União ao pagamento de R$ 5 milhões por dano moral coletivo e uma retratação pública da Marinha, reconhecendo a importância de João Cândido na história do Brasil.
Quem foi João Cândido Felisberto
João Cândido Felisberto nasceu em 1880, no Rio de Janeiro, foi marinheiro e líder da Revolta da Chibata, revolta ocorrida em 1910 contra castigos corporais na Marinha.
A revolta foi desencadeada por condições desumanas vividas pelos marujos, incluindo o uso de chibatadas. Felisberto foi preso após o levante, mas libertado e exilado posteriormente, tornando-se símbolo de resistência.
A ação do MPF aponta que informações falsas ou distorcidas sobre figuras históricas prejudicam a compreensão do passado e a memória coletiva do país.
A Marinha do Brasil ainda não se manifestou oficialmente sobre a ação. A Justiça analisará o pedido e as providências cabíveis poderão ser definidas.
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