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Plano de IA do governo visa reduzir domínio das big techs

PBIA destina 23 bilhões de reais em quatro anos para ampliar soberania tecnológica, reduzir dependência de big techs e fortalecer a indústria nacional de IA

O PBIA destina um investimento de R$ 23 bilhões em inteligência artificial ao longo de 4 anos (de 2024 a 2028)
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  • O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) destina 23 bilhões de reais para o período de 2024 a 2028, com cinco eixos: infraestrutura, difusão e capacitação, IA para serviços públicos, IA para inovação empresarial e apoio regulatório e de governança.
  • O objetivo é ampliar a soberania tecnológica e reduzir a dependência de big techs, criando soluções nacionais mais adaptadas ao Brasil.
  • Entre as metas estão desenvolver modelos de linguagem em português, fortalecer laboratórios e centros de pesquisa, e criar uma infraestrutura de supercomputação voltada para IA.
  • O governo pretende incorporar IA nos serviços públicos, com exemplos como o GovBR, e manter dados estratégicos hospedados no Brasil para ampliar a soberania.
  • O PBIA também foca em formação de profissionais, democratização do acesso a tecnologias e governança aberta, buscando soluções sustentáveis e inclusivas em IA.

O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) prevê investimento de 23 bilhões de reais ao longo de 2024 a 2028, com foco na redução da dependência de grandes empresas privadas e no fortalecimento da indústria nacional de IA. O objetivo é ampliar a soberania tecnológica e melhorar serviços públicos e setores estratégicos.

O secretário de Ciência e Tecnologia para a Transformação Digital do MCTI, Henrique Miguel, afirmou ao Poder360 que o PBIA busca discutir soberania tecnológica e reduzir a dependência de big techs. O plano está estruturado em ações de curto prazo e ações estruturantes.

O PBIA pretende desenvolver soluções em IA que elevem a qualidade de vida da população, criar modelos de linguagem em português e formar profissionais qualificados. O governo também visa fortalecer laboratórios, bolsas e centros de pesquisa voltados à próxima geração da IA.

Eixos e objetivos

O plano atua em cinco eixos: infraestrutura e desenvolvimento de IA; difusão, formação e capacitação em IA; IA para melhoria dos serviços públicos; IA para inovação empresarial; e apoio ao processo regulatório e de governança da IA. O objetivo é tornar o Brasil mais competitivo e inclusivo.

Para a indústria brasileira, o objetivo não é enfrentar diretamente as big techs, mas oferecer alternativas mais alinhadas à realidade nacional, reduzindo limitações de soluções importadas. Segundo o secretário, soluções estrangeiras costumam ter pouca adaptação a diferentes contextos.

Há foco em áreas como educação, pesquisa, serviços públicos e saúde, com ações para treinar e capacitar pesquisadores. O PBIA prevê fortalecimento de laboratórios e de centros de pesquisa, além de ampliar o uso de inteligência artificial na administração pública, incluindo a plataforma GovBR.

Segurança, soberania e governança

O governo busca caminhos menos dependentes de plataformas privadas e menos restritivos por cláusulas específicas de uso. A meta é promover uma IA aberta e nacional, com dados estratégicos protegidos em bases locais sempre que possível.

Segundo Henrique Miguel, a expansão da IA deve contemplar a presença da tecnologia nos serviços públicos federais, fortalecendo a infraestrutura de supercomputação voltada a IA. A proposta busca reduzir vulnerabilidades associadas à dependência de tecnologia estrangeira.

O PBIA também ressalta que a soberania digital envolve manter dados no Brasil e assegurar acesso a tecnologias avançadas sem depender de contratos que limitem o uso da IA para determinados fins. O tema é destacado como prioridade para o governo.

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