- A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, afirmou que o empréstimo para cobrir o rombo de mais de R$ 6 bilhões no BRB está encaminhado.
- O plano prevê um empréstimo do Fundo Garantidor de Crédito com garantias da União, via Tesouro Nacional.
- Celina tenta uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir a proposta, mas a data ainda não está definida.
- O Ministério da Fazenda resiste à ideia de garantia do Tesouro para o empréstimo do BRB, defendendo cautela fiscal.
- O Distrito Federal tem nota Cepag (Capacidade de Pagamento) classificada como C, o que dificulta operações de crédito com garantia da União, que exigem notas A ou B.
O governo do Distrito Federal trabalha com a possibilidade de um empréstimo para recompor o saldo do Banco de Brasília (BRB). A ideia envolve o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) com garantias da União, por meio do Tesouro Nacional. A governadora Celina Leão (PP) confirmou que o tema está em andamento, sem detalhes adicionais.
A proposta surgiu após prejuízos relacionados à compra de ativos do Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central no ano passado. Celina Leão, desde abril no comando do GDF, afirma que o processo deve ser rápido e concluído dentro do prazo.
Celina também busca uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tratar da proposta. Ainda não há data definida para o encontro, segundo a administração estadual.
Desafios e resistência
O Ministério da Fazenda tem se manifestado com ressalvas à garantia da União para o empréstimo ao BRB. O ministro Dario Durigan sustenta que o uso do Fundo Constitucional do DF como garantia depende de avaliação.
Entre os argumentos, o governo federal aponta que a situação fiscal do Distrito Federal tem nota Cepag de C, o que dificulta contratações de crédito com garantia da União. Operações dessa natureza costumam exigir notas A ou B.
Entre na conversa da comunidade