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Eduardo Bolsonaro nega contrapartida a Vorcaro e afirma renda passiva

PF investiga pagamentos entre Vorcaro e Flávio Bolsonaro; Eduardo nega contrapartidas, afirma sustento nos EUA com renda passiva

Eduardo diz ter recebido R$ 2 milhões de uma campanha via Pix feita pelo pai, Jair Bolsonaro
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  • A Polícia Federal vai abrir investigação para apurar acertos de pagamento entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro, incluindo a linha de que recursos teriam ido para um fundo sediado no Texas ligado a Eduardo Bolsonaro.
  • Eduardo Bolsonaro negou contrapartida ao dinheiro de Vorcaro e disse que o dinheiro era apenas para exposição, não para vantagem própria.
  • Flávio Bolsonaro trocou mensagens com Vorcaro pedindo dinheiro para ajudar a bancar a produção do filme sobre Jair Bolsonaro, chegando a negociar 134 milhões de reais.
  • Eduardo afirmou que vive nos Estados Unidos com renda passiva, mencionou ter recebido 2 milhões de sua campanha via Pix do pai, Jair Bolsonaro, e disse não ter recebido dinheiro de Vorcaro ou de qualquer fundo ligado a ele.
  • O ex-deputado disse ainda ter investido cem mil dólares na fase inicial do filme para garantir contrato com o diretor Cyrus Nowrasteh, e que o acordo de produtor executivo é antigo e provisório.

O Instituto Federal de Polícia Federal vai apurar supostos acertos de pagamentos entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro, segundo reportagem sobre o caso envolvendo o filme sobre Jair Bolsonaro.

Eduardo Bolsonaro, ex-deputado e irmão de Flávio, negou que houvesse contrapartida ao dinheiro doado por Vorcaro para a produção do filme Dark Horse. Ele afirmou durante live que não houve benefício alegado.

Flávio Bolsonaro, hoje pré-candidato à Presidência, troca mensagens com Vorcaro para obter recursos para a produção. Em trechos vazados, o diálogo aponta negociação de valores para financiar o projeto sobre Jair Bolsonaro.

Ações e ligações investigadas

A PF deve verificar se parte dos recursos foi destinada a um fundo sediado no Texas, ligado a Eduardo Bolsonaro, e se houve uso para custear a permanência do ex-deputado nos EUA. Há dúvidas sobre repasse devido a bloqueios do STF.

Eduardo sustentou que o dinheiro de Vorcaro é distinto de fundos ligados a operações legais envolvendo o escritório de advocacia da esposa de Alexandre de Moraes. O ex-deputado afirmou que está nos EUA com renda passiva.

Dossiê financeiro do projeto

O político cassado disse ter investido US$ 50 mil na fase inicial para assegurar um contrato com o diretor Cyrus Nowrasteh. Ele afirmou que o papel de produtor-executivo é antigo e não controla as finanças da produção.

Flávio Bolsonaro negou qualquer relação direta com Vorcaro ou com o dono do Master. Segundo Eduardo, o contato entre o senador e Vorcaro restringiu-se ao financiamento do filme, sem participação direta do irmão em operações financeiras.

Contexto pessoal e político

Eduardo afirmou que vive nos Estados Unidos com renda passiva e citou ter recebido R$ 2 milhões de Jair Bolsonaro via Pix, sem explicar a origem de outros recursos. O ex-deputado não detalhou a origem dos US$ 50 mil usados no investimento inicial.

O orçamento do filme é considerado modesto para Hollywood, segundo a versão de Eduardo. Ele não revelou o valor total gasto, mas ressaltou que a crise envolvendo Flávio não deverá impedir a candidatura presidencial do irmão.

Projeções eleitorais e próximos passos

A apuração da PF segue para esclarecer se houve desvio de recursos, a origem de aportes e a existência de vínculos com fundos no exterior. A investigação também visa confirmar a relação entre os envolvidos e a produção do filme.

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