Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

20% da população apoia ideia de que bandido bom é bandido morto, diz Sou da Paz

Vinte por cento apoia ‘bandido bom é bandido morto’; a maioria valoriza cumprimento de leis, penas existentes e controle de armas, com aprovação a câmeras corporais

Ato de entrega de viaturas da Polícia Militar de São Paulo — Foto: Marcelo S. Camargo/Governo do Estado de SP
0:00
Carregando...
0:00
  • 20% dos brasileiros apoiam a ideia de que “bandido bom é bandido morto” e 21% concordam que armar a população aumenta a segurança.
  • 73% discordam da ideia de que bandido é bom e defendem que todos devem ser julgados, punidos e presos; 73% também acreditam que mais armas podem gerar mais mortes e mais violência.
  • 82% são a favor do uso de câmeras corporais nas fardas dos policiais.
  • 55% concordam que o país precisa garantir e aplicar as penas existentes, versus 39% que defendem punir mais.
  • A pesquisa ouviu 1.115 pessoas, em 40 municípios, em novembro, com margem de erro de três pontos percentuais e confiança de 95%.

A ideia de que “bandido bom é bandido morto” é defendida por 20% da população, segundo levantamento encomendado pelo Instituto Sou da Paz. Outros 21% concordam com a afirmação de que armar a população aumenta a segurança. O estudo aponta descompasso entre propostas duras e o apoio da maioria.

A pesquisa, realizada pela OMA Pesquisa, ouviu 1.115 pessoas com mais de 16 anos em 40 municípios de todas as macrorregiões. O recorte foi feito em novembro do ano passado. A margem de erro é de três pontos percentuais, com 95% de confiança.

Entre os posicionamentos testados, 73% concordam com a ideia de que nenhum bandido é bom e todos devem ser julgados, punidos e presos. Também 73% dizem que mais armas não significam mais segurança, indo na direção contrária à ampliação de armamento civil.

A adesão às câmeras corporais em fardas de policiais atingiu 82% dos entrevistados. Em 2022, o debate em São Paulo envolveu governadores e candidatos; o tema ganhou força, com recuo do discurso de alguns apoiadores de equipamentos.

Metade dos pesquisados (55%) concorda que o país precisa garantir e aplicar as penas já existentes. Em contrapartida, 39% defendem aumentar as penas contra crimes, contrariando parte das propostas do Legislativo.

A maioria também rejeita a ideia de que “polícia prende e a Justiça solta” é aceitável, com 69% discordando da prática oposta. Apenas 25% apoiaram a abordagem considerada inovadora: “a polícia prende mal e a Justiça tem que soltar”.

Especialista destaca que há uma “maioria silenciosa” favorável a alternativas à violência. A diretora-executiva do Sou da Paz, Carolina Ricardo, ressalta a necessidade de manter o tema no centro do debate público, especialmente na campanha eleitoral.

A pesquisa aponta ainda percepção de insegurança elevada: 94% identificam algum nível de violência em suas cidades. Entre os crimes citados, roubos e furtos de celular aparecem para 91%, tráfico de drogas 89% e violência contra mulheres 83%.

Sobre mudanças de hábitos, 57% dos entrevistados passaram a alterar rotinas por medo de violência, sendo 63% entre as mulheres. Evitar sair à noite (53%) e usar celular na rua (31%) são as medidas mais comuns.

Ao falar de crime organizado e tráfico, 37% enxergam algum controle do crime organizado na área, e 38% veem controle sobre o tráfico de drogas. Outros 15% avaliam controle total e 21% afirmam controle parcial.

O relatório indica uma percepção de enfrentamento da violência por meio da valorização de ações de prevenção, investigação e controle de armas, em vez de soluções apenas punitivas. Autoridades e candidatos podem considerar esse espaço para propostas mais consistentes.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais