- O vice-presidente Geraldo Alckmin divergiu do varejo ao defender o fim da escala 6×1, citando avanços tecnológicos para reduzir a carga horária.
- Ele afirmou que a tecnologia permite produzir mais com menos pessoas e que a jornada menor é uma tendência mundial, ressaltando que o tema cabe ao Congresso.
- A Associação Paulista de Supermercados (Apas) é contrária a mudanças isoladas e pediu modernizar o debate para atender trabalhadores do setor.
- Na Câmara, tramitam uma PEC do deputado Reginaldo Lopes e um PL do Executivo, com acordo para votação ainda neste mês.
- O relator da PEC, deputado Léo Prates, deve apresentar a primeira versão do relatório na quarta-feira, 20 de maio.
Geraldo Alckmin (PSB) divergiu dos setores empresariais ao defender o fim da escala 6×1, alegando que avanços tecnológicos podem aumentar a produtividade e reduzir a carga horária para menos de 44 horas semanais. O vice-presidente falou após participar do Abras Show, em evento da Associação Paulista de Supermercados, em 18 de maio.
Segundo Alckmin, a redução da jornada é uma tendência global, com a tecnologia permitindo produzir mais com menos pessoas. Ele destacou que o presidente Lula encaminhou a proposta ao Congresso, que deverá ser discutida e votada pelos congressistas.
A Associação Paulista de Supermercados (Apas), porém, critica uma mudança isolada e defende uma modernização que leve em conta a flexibilidade desejada pelos trabalhadores do setor, conforme seu presidente Erlon Ortega. Ortega citou a possibilidade de trabalhadores escolherem entre modelos de contratação, como horista ou diarista.
João Galassi, da Abras, também defendeu uma implementação gradual da redução da carga horária, enfatizando a necessidade de uma transição planejada para o setor supermercadista. A posição das entidades representa a linha de oposição à retirada rápida da 6×1 sem consenso.
Debates na Câmara
Na Câmara, tramitam dois textos sobre o fim da escala 6×1: uma PEC de Reginaldo Lopes (PT-MG) que altera a Constituição, e um PL do Executivo em regime de urgência. O governo e a Câmara fecharam acordo para votação ainda neste mês.
O relator da comissão que analisa a PEC, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), deve apresentar a primeira versão do relatório nesta quarta-feira (20). A proposta busca permitir jornadas de até 40 horas semanais, com alterações constitucionais para viabilizar a mudança.
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