- Ronaldo Caiado disse que questões pessoais de agentes públicos devem ser esclarecidas à sociedade ao comentar a repercussão envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, sem citar o caso diretamente.
- Em Florianópolis, durante o Conexa 2026, ele afirmou que cabe às instâncias superiores julgar e que a sociedade cobrará explicações, destacando 40 anos de vida pública sem desabonar sua conduta.
- O Correio apurou que as equipes de Zema e Caiado celebram a exposição negativa do senador na mídia, associada a áudios e mensagens sobre pedido de dinheiro para financiar um filme biográfico de Jair Bolsonaro.
- Caiado defendeu a política de agregação de valor às terras raras, criticando a exportação de minério bruto e dizendo que o país perde competitividade ao vender matéria-prima.
- Disse ter firmado memorandos com Japão e Estados Unidos para incentivar transferência de tecnologia e processamento mineral no Brasil.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que questões pessoais envolvendo agentes públicos devem ser esclarecidas à sociedade, ao comentar a repercussão de ligações entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. A declaração foi dada durante o Conexa 2026, em Florianópolis, nesta segunda-feira (18/5). Caiado não citou o caso diretamente, mas ressaltou a obrigação de cada ocupante de cargo público prestar contas.
Questionado sobre eventual impacto do caso na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, Caiado disse que a avaliação cabe às instâncias superiores. “Caberá a cada um, seja no Senado, na Câmara, no Supremo ou em qualquer instância de poder, prestar contas de seus problemas pessoais à sociedade, e a sociedade irá julgar”, afirmou. O ex-governador destacou ainda sua trajetória de 40 anos na vida pública.
Nos bastidores, o Correio apurou que equipes de Caiado e de Zema comemoram a exposição negativa de Flávio Bolsonaro na mídia, associada a um áudio e mensagens que teriam relação com o pedido de dinheiro a Vorcaro para financiar um filme biográfico do ex-presidente Jair Bolsonaro. O material é visto como potencial combustível para a campanha de opositores à gestão atual.
Além das discussões políticas, Caiado defendeu a ampliação de valor agregado às terras raras, minerais estratégicos para semicondutores, baterias e tecnologia. Ele criticou a exportação de minério bruto e a baixa competitividade brasileira, citando a diferença entre preços de venda e de produtos processados. O ex-governador afirmou ter assinado memorandos com Japão e Estados Unidos para incentivar transferência de tecnologia e processamento no Brasil.
O Conexa 2026, organizado pela Associação Empresarial de Florianópolis (ACIF), reúne lideranças do setor produtivo. Participaram o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema. Flávio Bolsonaro foi convidado, mas não compareceu. O evento segue nos próximos dias, mantendo agenda com empresários e pré-candidatos.
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