- O Gilmarpalooza, fórum em Lisboa, deve receber menos autoridades neste ano do que em edições anteriores, devido a tensão política e a debates sobre código de conduta proposto pelo STF.
- A proposta de código de conduta, apresentada pelo presidente do STF, Edson Fachin, gerou constrangimentos entre autoridades de três poderes, contribuindo para o esvaziamento.
- O escândalo do Banco Master aumentou o receio de que magistrados ou convidados estejam, no mesmo espaço, com pessoas ligadas à iniciativa privada.
- A edição deste ano tem cerca de 1.500 inscrições, e a lista de confirmados já aponta queda em relação a anos anteriores.
- Entre os confirmados estão Flávio Dino, nove ministros do Superior Tribunal de Justiça e outras autoridades; não estão previstos presidentes do Congresso nem ministros do governo Lula.
O 14º Fórum de Lisboa, conhecido como Gilmarpalooza, terá, neste ano, presença significativamente menor de autoridades. O evento ocorre em Portugal entre 1º e 3 de junho, liderado pelo ministro Gilmar Mendes, do STF. A proximidade com o escândalo do Banco Master e a defesa de um código de conduta pelo presidente do STF, Edson Fachin, são apontados como fatores para o esvaziamento.
Segundo fontes, o clima político gerado pela controvérsia envolvendo o Master e supostas relações entre magistratura e políticos ampliou receios de participação. A ideia de um código de conduta para o STF também gerou desconforto entre figuras de três Poderes, especialmente se combinada a temas sensíveis do cenário público.
Mudanças no corpo de participantes
Ainda conforme apuração, o ministro Fachin atuou para ampliar convites, sobretudo a integrantes do STJ, mas houve queda no número de magistrados confirmados para 2026. A ausência de presidentes do Congresso Nacional e de ministros do governo Lula também consta na programação preliminar, com apenas Flávio Dino confirmado até o momento.
Auxiliares de Gilmar Mendes atuaram para fechar a lista de palestrantes junto ao IDP e à FGV, reforçando contatos com nomes do STJ e de outras instituições. A edição deste ano também registra menos autoridades do Judiciário, governo e Legislativo em comparação a 2025.
Perspectivas e agenda
A programação completa ainda não está disponível. O tema central será tecnologia e soberania, com desafios democráticos, econômicos e sociais. A data antecipada gerou dificuldades para agendas de sessões judiciais e compromissos políticos, dificultando a participação total de autoridades.
No ano passado, o fórum recebeu cerca de 150 autoridades e contou com mais de 2.500 inscritos. Até o momento, a edição atual registra 1.500 inscrições, com duas semanas restantes para o evento. O impacto do esvaziamento é tema de discussão entre organizadores e convidados.
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