- Em dois mil e três, a esposa do então presidente da Câmara, João Paulo Cunha, sacou R$ cinquenta mil na agência do Banco Rural, em Brasília.
- O valor teria sido transferido pelo publicitário Marcos Valério, operador de um grande esquema de corrupção.
- O esquema ficou conhecido como “Mensalão” dois anos depois, segundo observadores.
- A publicação menciona uma lista de pagamentos de Daniel Vorcaro que eleva os patamares da corrupção na política brasileira.
Em 2003, a esposa do então presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha, sacou R$ 50 mil na agência do Banco Rural em Brasília. A retirada teria sido efetuada a pedido do publicitário Marcos Valério, operador de um amplo esquema de corrupção que, dois anos depois, ficou conhecido como Mensalão por afirmações de Roberto Jefferson.
O episódio faz parte de um conjunto de pagamentos investigados, vinculados ao esquema que envolveu a liberação de recursos para favorecer determinadas forças políticas. As informações associam a movimentação financeira a Valério e ao então primeiro escalão do Legislativo.
Contexto
Roberto Jefferson, na época deputado, contextualizou publicamente o esquema em 2005, dando origem ao rótulo Mensalão. As apurações seguiram para entender a extensão das operações e os destinatários dos recursos ao longo dos anos.
A apuração buscou esclarecer quem estava envolvido, quando ocorreram os pagamentos e quais os objetivos políticos dos repasses, com foco na dinâmica entre agentes públicos, operadores de lobby e as contas bancárias envolvidas.
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