- Auditoria do Tribunal de Contas da União concluiu que a demora na contratação de vacinas Coronavac resultou na perda de pelo menos R$ 260 milhões.
- Foram compradas 10 milhões de doses em 2023, durante o governo Lula; ao menos 8 milhões não saíram do armazém e foram incineradas por vencerem.
- O imunizante, produzido pelo Instituto Butantan, tinha prazo curto e já era desuso no Sistema Único de Saúde no momento da entrega.
- O Ministério da Saúde diz ter encontrado abandono de estoques, deixados pela gestão anterior de Jair Bolsonaro, e afirma ter iniciado as compras nos primeiros meses de 2023 conforme diretrizes da OMS.
- A senadora Damares Alves acionou o TCU para ter acesso à documentação da auditoria, destacando a percepção de que o caso pode indicar fragilidade estrutural de planejamento e gestão logística na saúde.
A auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou que a lentidão na contratação de vacinas Coronavac pelo Ministério da Saúde resultou na perda de ao menos 260 milhões de reais. Ao todo, 8 milhões de doses, de 10 milhões compradas, não saíram do armazém e foram incineradas por expiração.
A compra, realizada em 2023, ocorreu durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e teve duração de cerca de sete meses. O imunizante, produzido pelo Instituto Butantan, chegou com prazo de validade curto, em um momento em que já era pouco utilizado pelo SUS.
O Ministério da Saúde afirmou ter encontrado um cenário de abandono de estoques deixado pela gestão anterior e afirmou ter iniciado a aquisição nos primeiros meses de 2023, seguindo diretrizes da OMS e os trâmites da administração pública em meio a incertezas globais sobre variantes.
Desdobramentos
A senadora Damares Alves (sem partido) pediu acesso aos documentos da auditoria por meio de ofício ao TCU, destacando a necessidade de esclarecer a gestão de estoques de vacinas. Ela descreveu a percepção de que o caso pode representar fragilidade estrutural na logística de políticas públicas de saúde.
Entre na conversa da comunidade