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Datafolha: 70% veem relação entre Lula e Congresso mais marcada por confronto

Datafolha aponta que 70% veem relação entre Lula e Congresso mais confrontativa que colaborativa, refletindo acentuados embates entre Executivo e Legislativo

Lula ao lado de Alcolumbre e Motta durante evento, em abril, para entrega da PEC da Segurança Pública
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  • Sete em cada dez brasileiros veem a relação entre Lula e o Congresso mais marcada por confronto do que por colaboração; 20% apontam cooperação, 2% não veem nem confronto nem colaboração e 8% não souberam responder.
  • A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em 139 municípios, entre terça-feira, 12, e quarta-feira, 13; a margem de erro é de dois pontos percentuais; registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-00290/2026.
  • O desgaste vem de uma sequência de embates desde 2023, com o ápice em abril, quando o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.
  • Apesar das rusgas, o governo conseguiu aprovar pautas como a reforma tributária e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil; houve acordo para avançar com a proposta que encerra a escala de trabalho 6×1.
  • No conjunto, 89% dos que veem mais confronto avaliam a relação como negativa; a percepção sobre o Congresso é de 37% ruim ou péssimo, 43% regular e 15% bom ou ótimo.

O Datafolha aponta que 70% dos brasileiros veem a relação entre o governo de Lula e o Congresso mais marcada por confronto do que por cooperação. A pesquisa foi divulgada pela Folha de S.Paulo no domingo, 18, com dados de 2.004 pessoas em 139 municípios.

O levantamento ouviu entre terça-feira, 12, e quarta-feira, 13. A margem de erro é de dois pontos percentuais. O registro no TSE é BR-00290/2026.

A percepção pública acompanha uma sequência de embates entre o Planalto e o Legislativo, marcada pelo fim de abril, quando o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF, considerada derrota para o governo.

Confrontos recentes e pautas em jogo

Desde 2023, o Congresso tem retirado competências de ministérios-chave e derrubado vetos governamentais, incluindo temas como saidinhas de presos, o chamado PL do Veneno, alterações no IOF e uma medida provisória de aumento de impostos.

Mesmo com tensões, o governo aprovou iniciativas como a reforma tributária e a ampliação da faixa de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil. Também avançou acordo com o deputado Hugo Motta para mexer na escala de trabalho 6×1.

Percepção sobre o Congresso e o governo

Entre quem enxerga mais confronto, 89% avaliam o efeito negativo para o Brasil; 10% veem impactos positivos. Entre os que veem cooperação, 58% dizem que a relação é benéfica, 38% negativa.

O desempenho do Congresso é visto como ruim ou péssimo por 37% e regular por 43%; apenas 15% consideram bom ou ótimo. A avaliação permanece estável frente a março, mas pior que em dezembro de 2025.

Entre apoiadores de Bolsonaro e de Lula, a avaliação do Legislativo fica próxima de ruim ou regular, com variações moderadas. O levantamento também aponta menor aprovação entre renda intermediária e maior escolaridade.

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