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Fim da escala 6×1 tem apoio de 70% dos brasileiros, aponta Quaest

Projeto em análise na Câmara propõe jornada de até oito horas por dia e quarenta por semana, com compensação de horários e veto a reduções salariais

Manifestação pelo fim da escala 6x1 no 1º de maio; maioria dos brasileiros é a favor do fim da escala
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  • Sete em cada dez brasileiros (68%) apoiam o fim da escala 6×1, em pesquisa Genial Quaest realizada de 8 a 11 de maio com 2.004 pessoas, margem de erro de dois pontos percentuais.
  • O relatório sobre a redução da jornada deve ser apresentado nesta quarta-feira (20) na Câmara dos Deputados, assinado pelo deputado Leo Prates.
  • A pauta inclui reduzir a jornada sem diminuir o salário, com mudanças propostas na Constituição para 40 horas semanais e novas regras de repouso semanal remunerado.
  • O apoio ao fim da escala era de 72% em dezembro; 22% são contrários e 7% não souberam responder ou não responderam.
  • As alterações em estudo envolvem duas Propostas de Emenda à Constituição, buscando diminuir a carga de 44 para 36 horas semanais, com possíveis variações como escala 4×3 ou 5×2.

Sete em cada dez brasileiros apoiam o fim da escala 6×1, segundo a pesquisa Genial Quaest realizada entre 8 e 11 de maio. O levantamento ouviu 2.004 pessoas acima de 16 anos em todas as regiões.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. O apoio ficou em 68%. Em dezembro, 72% eram favoráveis à redução da jornada; 22% são contrários e 7% não souberam ou não responderam.

O relatório sobre a redução da jornada deve ser apresentado na Câmara nesta quarta-feira, 20 de maio. O documento é elaborado pelo deputado Leo Prates, do Republicanos-BA, e compõe a pauta de uma comissão especial.

A ideia apresentada contempla mudanças na Constituição para reduzir a jornada. A proposta define: teto de oito horas diárias e quarenta semanais, com possibilidade de compensação de horários por meio de acordo coletivo.

Outra mudança prevista altera o repouso semanal remunerado. O texto prevê dois períodos de descanso remunerado, sendo um preferencialmente aos domingos, mantendo a ideia do descanso semanal.

Também consta a previsão de veto à redução de salário. Em caso de descumprimento, o responsável pode perder benefícios previstos na transição e a adesão fica prejudicada.

As discussões sobre a reforma avançam no Congresso por meio de duas PECs apensadas, 8/2025 e 221/2019. Ambas reduzem a carga de trabalho de 44 para 36 horas semanais, com variações na implementação.

A PEC 8/2025 é de Erika Hilton, do PSOL, e a 221/2019 é de Reginaldo Lopes, do PT. As propostas tratam de diretrizes para trabalhadores urbanos e rurais, buscando flexibilizar jornadas e condições de trabalho.

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