- Lula avalia reenviar ao Senado o nome de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, após a rejeição histórica no fim de abril; governo diz que recuar seria sinal de fraqueza política.
- A estratégia é aguardar um ambiente político menos tenso para tentar uma nova ofensiva.
- Lula aconselhou o empresário Daniel Vorcaro a não vender o Banco Master ao BTG Pactual, em reunião no Palácio do Planalto, em 4 de dezembro de 2024; documento apreendido mostra que, em abril de 2025, Vorcaro discutiu a venda por apenas R$ 1.
- O presidente da Câmara, Hugo Motta, disse que a CPI do Banco Master terá rito regimental e será analisada conforme as normas internas; oposição e Centrão pressionam pela investigação, enquanto aliados do governo acompanham com cautela.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estuda reenviar ao Senado o nome de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, mesmo após a rejeição histórica ocorrida no fim de abril. A informação foi inicialmente publicada pela Folha de S. Paulo e confirmada por aliados ao O Globo. A avaliação interna é não recuar para não sinalizar fraqueza política.
Segundo interlocutores do governo, recuar após a derrota estimularia o desgaste com o Congresso e tornaria mais difícil novas investidas. A ideia é aguardar um momento político menos conturbado para tentar uma nova ofensiva, sem abandonar o objetivo de recompor a composição do STF.
Movimento sobre o Banco Master e a CPI
O presidente Lula aconselhou o empresário Daniel Vorcaro a não vender o Banco Master ao BTG Pactual, em reunião realizada em 4 de dezembro de 2024, no Planalto. A discussão, com a participação de três ministros e executivos do Master, foi revelada pelo UOL.
Documento apreendido pela Polícia Federal, ligado à Operação Compliance Zero, mostra que, em abril de 2025, Vorcaro conversou sobre o tema com o então sócio Augusto Lima. O plano era vender o banco ao BTG por R$ 1, conforme apurado.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, anunciou que dará tratamento regimental ao requerimento de criação da CPI do Banco Master, seguindo as normas internas. A oposição e parte do Centrão pressionam por investigações, ampliando o debate político no Congresso.
Líderes partidários trabalham para ampliar o alcance da comissão, enquanto aliados do governo acompanham com cautela o avanço do tema. A apuração é vista como instrumento para esclarecer suspeitas sobre operações financeiras do Master e aumentar transparência.
Entre na conversa da comunidade