- STF registrou quarenta por cento de reprovação, o maior índice da série histórica, segundo a Datafolha.
•Também há 34% de avaliação regular e 22% de avaliação boa ou ótima; a pesquisa ouviu dois mil e quatro pessoas com dezoito anos ou mais, nos dias doze e treze de maio, com margem de erro de dois pontos percentuais.
- os desdobramentos políticos citados envolvem casos como o Banco Master, críticas a benefícios salariais no Judiciário (penduricalhos) e a discussão sobre um Código de Ética para a corte.
- o escândalo do Master atingiu mais os ministros Dias Toffoli (que deixou a relatoria) e Alexandre de Moraes (questionado por mensagens trocadas com Vorcaro) e por contratos milionários da esposa do ministro.
- a expectativa é de que o Código de Ética siga apenas após o fim do ano eleitoral, com Cármen Lúcia e Edson Fachin buscando consenso.
O STF registrou 40% de reprovação, segundo a Datafolha divulgada nesta segunda-feira (18/5). A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, nos dias 12 e 13 de maio, com margem de erro de dois pontos percentuais.
Entre os entrevistados, 34% classificaram a atuação da Corte como regular e 22% como boa ou ótima. O resultado aparece em meio a polêmicas recentes envolvendo o tribunal, incluindo debates sobre benefícios salariais e a reforma do Judiciário.
A Datafolha aponta que o desgaste da imagem acompanha também a atuação diante de casos envolvendo o STF, como o Banco Master, além de críticas a benefícios dentro do Judiciário.
Controvérsias recentes e impactos
O escândalo envolvendo o Banco Master afetou mais os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Toffoli deixou a relatoria após a PF apontar participação de fundos na empresa da família dele. Moraes foi alvo de críticas por mensagens trocadas com Vorcaro antes da prisão de um ex-banqueiro e por contratos milionários da esposa com o tribunal.
Historicamente, o STF já registrou patamares elevados de reprovação em ocasiões de tensões políticas, como em 2019, após decisões sobre a Lava Jato, ou em 2023, com os desdobramentos do 8 de janeiro. O tribunal segue sob escrutínio público constante.
O tribunal avalia avançar com o código de ética da Corte, mas a tramitação permanece prevista apenas após o fim do ano eleitoral, conforme indicam interlocutores próximos aos debates internos. Enquanto isso, Cármen Lúcia e Edson Fachin trabalham para reconstruir consensos internos.
Avanços sobre o código de ética
A articulação para um consenso envolve esforços institucionais para alinhar diretrizes éticas entre ministros. A expectativa é manter o foco na qualidade das decisões e na transparência, sem prorrogar indefinidamente o tema. A imprensa acompanha as próximas etapas do processo dentro do STF.
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