- Em 2025, foram emitidas mais de 300 licenças de importação de troféus de elefante nos EUA, o maior número já registrado na gestão de Donald Trump.
- Safari Club International pediu à USFWS para reduzir proteções aos elefantes, facilitando importação de troféus, em uma ação apresentada em maio de 2025.
- Quase dois terços dos troféus importados vieram de Botswana, país que reabriu a caça de elefantes em 2019.
- Conservacionistas dizem que caçadores visam elefantes adultos com presas grandes, o que pode comprometer a saúde genética e a sobrevivência da população.
- Elefantes da savana africana são ameaçados; a população mundial é estimada em cerca de 415 mil, com contínuas pressões de habitat, caça e conflitos com humanos.
Doze de 2025 registrou a emissão de mais de 300 permisos de importação de troféus de elefante nos Estados Unidos, o maior registro já feito durante a gestão de Donald Trump. Os dados foram obtidos pelo Centro de Diversidade Biológica (CBD), uma ONG sediada no país.
Segundo o CBD, o volume de permissões representa um aumento de 154% em relação ao total emitido ao longo do primeiro mandato de Trump. A obtenção do permiso exige a autorização do USFWS devido ao status de espécie ameaçada dos elefantes africanos.
Em 2017, após Trump classificar a caça de troféus como um “horror show”, o governo criou um conselho de caça que buscou reformular regras de importação, mas o grupo foi dissolvido após ação judicial. Hoje, a Safari Club International pressionou para reduzir proteções para facilitar as importações de troféus.
Origem dos troféus e impactos na conservação
Quase dois terços dos troféus importados neste período vieram de Botswana, seguido por Zimbabwe e Namíbia. Botswana reiniciou a caça de elefantes em 2019, após interrupção de cinco anos, em meio a debates sobre impactos na população e conflitos com comunidades humanas.
Conservacionistas alertam que caçadores visam especialmente os animais adultos com presas grandes, chamados “super-tuskers”, prejudicando a diversidade genética e a reprodução. A queda de áreas habitáveis e a caça elevam o risco ao futuro dos elefantes da savana.
Contexto internacional e benefícios reivindicados
Botswana defende a caça como forma de controlar números de elefantes e reduzir conflitos com humanos, além de gerar renda. Em 2024, o governo autorizou a caça de 410 elefantes e ampliou para 430 em 2025. Organizações ambientais afirmam que os benefícios não chegam às comunidades locais.
Dados de pesquisas independentes indicam que o turismo de caça é dominado por operadores estrangeiros, com poucos retornos para comunidades locais. Relatos de organizações ambientais apontam falhas na distribuição de receitas e impactos sociais.
Perspectivas regulatórias
Além dos números de 2025, a história envolve mudanças regulatórias anunciadas em 2024, quando o USFWS reforçou regras para que receitas da caça contribuam com a conservação. A atual administração ainda não divulgou como irá tratar a petição da Safari Club International, apresentada em maio de 2025, para flexibilizar controles sobre elefantes africanos sob a ESA.
A intenção da entidade é permitir que importadores façam troféus sem a necessidade de permissão específica, se países exporters declararem que a caça não prejudica a espécie. A análise sobre impactos na proteção de longo prazo permanece em avaliação por autoridades e grupos ambientais.
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