- Aldo Rebelo mantém a pré-candidatura ao Planalto em 2026 e ameaça levar a decisão à Justiça para manter sua campanha e barrar Joaquim Barbosa.
- O Democracia Cristã vive um racha após o presidente nacional, João Caldas, anunciar a substituição de Rebelo por Barbosa, que se filiou ao partido no início de abril.
- Rebelo chamou Barbosa de “balão de ensaio” e ressaltou que o ex-ministro já foi cotado para disputar a Presidência em 2018 e 2022 pelo PSB, mas desistiu.
- Chefes estaduais criticaram a mudança: em Roraima, Paulo César Quartiero chamou Barbosa de traidor; em São Paulo, Cândido Vaccarezza classificou a candidatura do ex-ministro como inapoiável.
- Joaquim Barbosa, por enquanto, não se pronunciou sobre a possibilidade de disputar a Presidência; a reportagem busca contato com o ex-ministro.
O ex-ministro Aldo Rebelo, pré-candidato ao Planalto, ameaça acionar a Justiça contra o Democracia Cristã para manter sua campanha de 2026 e impedir que Joaquim Barbosa disputem a Presidência. A declaração foi feita à reportagem nesta terça-feira, 19.
Aldo Rebelo afirmou que irá manter a agenda de campanha e que o tema será levado à convenção do DC. Caso necessário, a judicialização poderá ocorrer para assegurar a continuidade de sua candidatura.
A intervenção ocorre em meio a um racha no DC, motivado pela decisão de João Caldas, presidente nacional, de substituí-lo por Joaquim Barbosa como pré-candidato. Rebelo descreve a mudança como tentativa de forçar uma substituição de direção.
Reações imediatas de dirigentes e o cenário no partido
Caldas afirmou, em conversa reservada, que Barbosa já está apto a concorrer e que a substituição se justifica pela queda de desempenho de Rebelo nas pesquisas. Dirigentes ligados a Caldas defendem a mudança como estratégia.
Líderes regionais do DC divergem do plano de Caldas. Em Roraima, o presidente estadual chamou Barbosa de traidor e criticou a troca. Em São Paulo,Vaccarezza classificou a candidatura de Barbosa como inapoiável e disse que atuará contra o projeto.
Joaquim Barbosa tem permanecido em silêncio sobre o racha do partido e a possibilidade de disputar em 2026. A reportagem não obteve resposta do ex-ministro até o fechamento desta edição.
Entre na conversa da comunidade