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Dino dá 10 dias para explicar como identificar ONGs que recebem emendas

Dino fixa prazo de dez dias para explicar dificuldades em identificar ONGs que recebem emendas, após alerta do Ipea

Prédio do Ministério da Gestão e Inovação (MGI), em Brasília — Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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  • O ministro Flávio Dino deu dez dias para o Ministério da Gestão e Inovação se manifestar sobre as dificuldades de identificar na plataforma Transferegov.br as ONGs que recebem emendas.
  • A medida acompanha relatório do Ipea que aponta crescimento de recursos destinados a essas entidades e maior dificuldade em saber origem, destinação e aplicação dos valores.
  • Dino citou decisões anteriores, de agosto de 2024 e junho de 2025, que ampliam transparência e rastreabilidade das emendas, incluindo divulgação de valores, destinação e aplicação.
  • O Executivo implementou uma aba na plataforma voltada a essas organizações e o Congresso editou resolução para tornar público o extrato do convênio; Dino concedeu 15 dias úteis para a AGU explicar recursos de emendas a hospitais e ONGs sem parecer de governança do SUS.
  • A Controladoria-Geral da União foi chamada a se manifestar em dez dias úteis sobre a existência de portarias-cardápio para reduzir generalidades e assimetrias entre ministérios na definição dos objetos das emendas.

O ministro Flávio Dino, do STF, determinou que o Ministério da Gestão e Inovação (MGI) explique, em dez dias, as dificuldades para identificar na plataforma Transferegov.br as entidades privadas sem fins lucrativos que recebem emendas parlamentares. A decisão atende a pedido do Ipea, que apontou a ausência de informações sobre origem, destino e aplicação dos recursos.

O pedido faz parte de um contexto em que o Ipea apontou crescimento na destinação de recursos a ONGs por meio de emendas, acompanhado de maior dificuldade para rastrear quem recebe os recursos e como são utilizados. A escolha de fontes e a destinação efetiva permanecem em debate entre os poderes.

A atuação de Dino leva em consideração determinações anteriores, de agosto de 2024 e junho de 2025, que exigem transparência e rastreabilidade na execução de emendas. Entre as obrigações estão a divulgação de valores recebidos, a indicação da destinação e a comprovação da aplicação.

Medidas e prazos

O ministro ressaltou que o Executivo criou uma aba na plataforma Transferegov.br voltada às ONGs, conforme determinação judicial. O Congresso também editou norma exigindo a disponibilização pública do extrato de convênios.

Dino também abriu prazo de 15 dias úteis para a Advocacia-Geral da União (AGU) informar se os recursos enviados por meio de emendas a hospitais e organizações privadas contam com parecer prévio das instâncias de governança do SUS. Além disso, pediu a relação de ministérios que possuem cartilhas para orientar parlamentares, bem como os mecanismos de controle e avaliação das políticas públicas.

A CGU recebeu prazo de dez dias úteis para manifestar sobre a existência de portarias-cardápio que visem superar desigualdades entre Ministérios na definição dos objetos das emendas coletivas (de comissão e de bancada).

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