- Atlas/Bloomberg, com 5.032 pessoas entre 13 e 18 de maio, aponta 95,6% de brasileiros que souberam do áudio entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, com margem de erro de 1 ponto.
- Entre esses, 51,7% acreditam que Flávio está envolvido no esquema de fraudes do Banco Master.
- 33,3% veem a troca de mensagens como tentativa legítima de conseguir apoio financeiro para o filme Dark Horse; 12,1% veem apenas relação de proximidade sem comprovação de ilegalidade.
- 54,9% consideram o vazamento como evidência obtida em investigação legítima; 33% veem como tentativa de prejudicar politicamente Flávio Bolsonaro.
- Em relação ao impacto na candidatura, 45,1% dizem que a divulgação enfraqueceu muito, 19% enfraqueceu um pouco, 13,4% fortalecem e 7,3% não souberam avaliar.
A Atlas/Bloomberg divulgou nesta terça-feira (19) uma pesquisa sobre o conteúdo divulgado entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O levantamento aponta que 95,6% dos brasileiros souberam do áudio e das mensagens, e 51,7% acreditam que Flávio está diretamente envolvido no esquema de fraudes do Banco Master. A coleta ocorreu entre 13 e 18 de maio, com margem de erro de 1 ponto percentual.
Entre os respondentes, 33,3% entendem que a troca de mensagens representa uma tentativa legítima de conseguir apoio financeiro para o filme Dark Horse, que relata a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. Outros 12,1% veem uma relação de proximidade sem comprovação de ilegalidade. A divulgação anterior envolveu documentos, mensagens e um áudio publicados pelo Intercept Brasil em 13 de maio.
A pesquisa também mostra que 43,3% dos brasileiros atribuem maior envolvimento no esquema aos aliados de Bolsonaro, enquanto 32,8% apontam aliados de Lula e 7,1% citam o Centrão. Para 16,1%, todos estariam igualmente implicados. A principal linha de defesa de Flávio e de seu entorno é que as conversas foram estritamente profissionais e os vazamentos teriam sido seletivos.
Reação pública e impactos na candidatura
Diante da divulgação, 54,9% dos entrevistados veem as mensagens como evidências obtidas em uma investigação legítima, enquanto 33% consideram a divulgação uma tentativa de prejudicar politicamente Flávio Bolsonaro. Outros 9,7% atribuem peso igual às duas interpretações, e 2,5% não souberam responder.
Quanto ao impacto na candidatura de Flávio, 45,1% avaliam que a divulgação enfraqueceu bastante a pré-candidatura; 19% dizem que enfraqueceu pouco, e 13,4% acreditam que a divulgação fortaleceu o posicionamento dele. Ainda, 7,3% não souberam avaliar, e 47,1% afirmam que não votariam nele de qualquer forma, independentemente do episódio.
Sobre a metodologia
Foram ouvidas 5.032 pessoas por recrutamento digital aleatório (Atlas RDR) entre 13 e 18 de maio. A margem de erro é de 1 ponto, com 95% de confiança. A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e registrada no TSE sob o protocolo BR-06939/2026.
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