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Gilmar Mendes derruba decisão de excluir postagem contra Dallagnol

Gilmar Mendes derruba decisão do TRE-PR que mandou excluir postagem sobre Dallagnol, mantendo críticas à Lava Jato e a inelegibilidade de oito anos

Ministro usou liberdade de expressão para restabelecer conteúdo e aproveitou para tecer críticas à Lava Jato. (Foto: Gustavo Moreno/STF)
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  • O ministro Gilmar Mendes, do STF, derrubou decisão do TRE-PR que mandava excluir postagem de Zeca Dirceu atribuindo a Deltan Dallagnol inelegibilidade e suposto desvio de R$ 2,5 bilhões.
  • Mendes critica a Operação Lava Jato, chamando-a de “famigerada” e questionando a atuação de integrantes da força-tarefa, incluindo procuradores e juiz.
  • A decisão do STF restabeleceu a publicação sobre Dallagnol e manteve o enfoque de que a alegação de inelegibilidade não está encerrada na sentença do TRE.
  • Dallagnol teve mandato cassado pelo TSE em 2022 e busca, em 2026, disputar o Senado pelo Paraná; o acórdão do TSE aponta inelegibilidade por oito anos, sem fixar proibição de futuras candidaturas.
  • A Gazeta do Povo acionou as partes para manifestações, mantendo o espaço aberto para respostas.

O ministro do STF Gilmar Mendes derrubou uma decisão do TRE do Paraná que determinava a exclusão de uma postagem em que o deputado Zeca Dirceu afirma que Deltan Dallagnol estaria inelegível e haveria desvio de 2,5 bilhões em recursos públicos. A fala associava a operação Lava Jato a veículos de desvio e criticava a atuação da força-tarefa liderada por Dallagnol. A medida foi restabelecida pelo Supremo, segundo divulgação oficial.

Mendes, conhecido crítico da Lava Jato, sustenta que a decisão do TRE-PR vulnerou a liberdade de expressão e apresentou críticas à atuação do caso. O ministro também questionou a condução da operação e chegou a comentar a cidade de Curitiba, associando-a ao que chamou de contexto de desrespeito à legalidade por parte de investigadores, procuradores e juiz envolvidos na época.

Dirceu já havia informado que iria recorrer da determinação. Ele argumenta que a juíza eleitoral Adriana de Lourdes Simette reconheceu que não há palavra final sobre a elegibilidade. Alega ainda que a alegação sobre desvio de 2,5 bilhões é atribuída a a Polícia Federal e a relatório do CNJ, segundo afirmações do deputado.

Contexto sobre a elegibilidade de Dallagnol

Dallagnol teve o mandato cassado pelo TSE em 2022, mas pretende concorrer ao Senado pelo Paraná em 2026. O acórdão do TSE não mencionou explicitamente a inelegibilidade para candidaturas futuras, apenas tratou da tentativa de evitar a aplicação da regra. O entendimento de Mendes sugere que há divergência sobre o alcance da inelegibilidade.

O STF ainda não definiu, de forma definitiva, o status de Dallagnol para o registro de candidatura, e a situação deve ser esclarecida conforme o andamento de eventuais recursos e interpretações do acórdão em diferentes instâncias. A Gazeta do Povo procurou as partes para manifestação, sem confirmação adicional até o fechamento desta edição.

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