- Representantes das principais centrais sindicais defendem o fim da jornada 6×1 sem redução salarial, sem compensação ao setor produtivo e sem período de transição.
- A proposta discutida no Congresso envolve a redução para quarenta horas semanais de trabalho, visto como avanço pelos sindicalistas.
- Em defesa da medida, o presidente da CUT, Sérgio Nobre, destacou que a mudança é necessária diante dos avanços desde 1988.
- A líder da NCST, Sônia Zerino, lembrou o impacto sobre mulheres, que enfrentam dupla ou tripla jornada devido responsabilidades domésticas e de cuidado.
- Os sindicalistas rejeitam qualquer compensação ou redução de contribuição ao FGTS para a adoção da nova jornada, enfatizando que não há necessidade de transição.
Durante audiência na Câmara dos Deputados nesta terça-feira, representantes das principais centrais sindicais defenderam o fim da jornada 6×1 sem redução salarial ou período de transição. Eles apresentaram a proposta como benefício aos trabalhadores e rejeitaram contrapartidas para o setor produtivo.
Os sindicalistas destacaram que a redução para 40 horas semanais já foi adotada em várias categorias ao longo dos anos. Sérgio Leite, da Força Sindical, lembrou que mudanças históricas impulsionaram modernização e produtividade, sem interromper o desenvolvimento.
Sônia Zerino, da NCST, apontou que a medida pode favorecer sobretudo as mulheres, que acumulam jornadas formais e tarefas domésticas. Ela citou a dupla ou tripla jornada como motivo para a urgência da mudança.
Antônio Neto, da CSB, afirmou que a redução não implica abandono da produção. Ele ressaltou que mudanças anteriores acompanharam avanços econômicos e melhoria de qualidade de vida, com produtividade sustentável.
O grupo também rejeitou propostas de compensação financeira ao setor produtivo, prazos de transição ou reduções de férias ou FGTS. A posição é de que as condições para 40 horas já estão presentes e que não há necessidade de esperar mais quatro anos.
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