- O Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo negou recurso do Corinthians e autorizou a tramitação do inquérito civil sobre eventual intervenção judicial no clube.
- O inquérito, aberto em dezembro de 2025 pela Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social, estava paralisado por efeito suspensivo.
- Com o aval do Conselho Superior, o procedimento poderá seguir e ter as primeiras movimentações de investigação.
- Os promotores Luiz Ambra e André Pascoal vão conduzir o caso; o inquérito parte de apontamentos do promotor Cássio Conserino.
- O julgamento anterior ocorreu após o Conselho Superior confirmar a validade da distribuição interna da investigação, em fevereiro, devolvendo o tema para novo julgamento.
O Ministério Público de São Paulo anunciou que o Conselho Superior negou o recurso apresentado pelo Corinthians e autorizou a tramitação do inquérito civil sobre possível intervenção judicial no clube. A decisão amplia o caminho para as primeiras movimentações de investigação, já que havia suspensão desde a abertura do procedimento.
O inquérito foi aberto em dezembro de 2025 pela Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social e havia sido suspenso dias depois, após recurso adverso apresentado pelo clube. A tramitação estava paralisada por efeito suspensivo até a decisão desta terça-feira.
Nessa fase, os promotores Luiz Ambra e André Pascoal poderão iniciar formalmente a apuração. O procedimento tem como foco a avaliação de eventual intervenção judicial no Corinthians, já que o MP considerou necessária a oitiva do clube e da documentação já reunida.
A atuação esteve sob a condução do promotor Cássio Conserino, responsável por pendências criminais envolvendo o clube. Em paralelo, houve protocolo judicial envolvendo sócios em processo sobre intervenção, com o MP manifestando-se contrariamente a uma liminar. A decisão do Conselho Superior, no entanto, permitiu seguir com o inquérito civil.
Decisão e próximos passos
Com o aval do órgão recursal, a apuração poderá avançar, incluindo novas solicitações de documentos, depoimentos e comprovações de irregularidades apontadas por Conserino, que listou 25 itens para eventual apuração. Entre os itens, há relatos de irregularidades financeiras, contratos duvidosos e gestão temerária.
O inquérito apura ainda questões de compliance, assinatura de documentos, uso de recursos, desvios de materiais esportivos e outras possíveis irregularidades envolvendo dirigentes da atual gestão e ex-dirigentes. A tramitação poderá revelar se cabe ou não intervenção judicial no clube.
Na prática, o promotor responsável poderá requerer novas diligências, ouvir dirigentes, ex-presidentes e sócios, e consolidar evidências para decisões futuras. A conclusão do inquérito civil depende das novas diligências e da análise do material reunido até o momento.
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