- Padilha afirmou que as sanções da Lei Magnitsky não impediram parcerias com empresas e universidades dos EUA, citando uma parceria que ajudou a incorporar a vacina contra bronquiolite ao SUS por meio de transferência de tecnologia.
- A estratégia passou a ser atrair empresas e universidades americanas para o Brasil, em vez de buscar acesso aos EUA, ressaltando que o Brasil tem 200 anos de parceria com os Estados Unidos e pretende ampliar esse relacionamento.
- Além do acordo com os EUA, ele destacou a retomada da produção de insulina após vinte anos, resultado de cooperações com China e Índia, que abriram duas plataformas tecnológicas. Também mencionou acordos com Reino Unido e Europa.
- Em Genebra, durante a Assembleia Mundial da Saúde, Padilha fez reuniões com empresas europeias e, após o evento, seguiria a Lyon, para lançar rede pública e gratuita de combate ao câncer, em parceria com empresas francesas.
- Questionado sobre a avaliação negativa do governo em pesquisas, ele atribuiu ao clima de polarização e citou conversas com ministros de outros países; também criticou Flávio Bolsonaro em relação a escândalos, dizendo que, à medida que a campanha avança, o governo terá espaço para divulgar realizações na saúde.
Aja de forma coordenada com base no que acontece no mundo real. Padilha afirmou, em entrevista ao Bastidores CNN, que as sanções da Lei Magnitsky não impediram parcerias com empresas e universidades norte-americanas. Ele disse que o Brasil passou a atrair investimentos e cooperação de EUA, apesar das restrições.
Como exemplo, citou a incorporação ao SUS de uma vacina contra bronquiolite resultante de transferência de tecnologia de uma empresa dos EUA para uma instituição de saúde brasileira. A obra integra o esforço de ampliar a cooperação tecnológica no setor público.
Cooperação internacional
O ex-ministro de Dilma Rousseff explicou que, diante das restrições, a estratégia passou a ser a interiorização de parcerias. Segundo ele, tornou-se comum atrair empresas e universidades para o Brasil, fortalecendo relações históricas com os EUA.
Além dos EUA, Padilha ressaltou o retorno do Brasil às parcerias com China e Índia. Essas alianças permitiram a montagem de duas novas plataformas tecnológicas, uma biológica e outra recombinante, para produção de insulina após 20 anos de interrupção.
O ministro mencionou ainda acordos com Reino Unido e com a União Europeia, ampliando o leque de cooperação. Ele citou encontros com empresas europeias durante eventos internacionais para ampliar investimentos e produção no Brasil.
Perspectivas e agenda de saúde
Em Genebra, durante a Assembleia Geral da OMS, Padilha encontrou representantes de empresas europeias e confirmou futuras ações. O roteiro inclui, ainda, uma passagem por Lyon, na França, para anunciar a criação de uma rede pública e gratuita de combate ao câncer, com participação de empresas francesas.
Sobre o cenário político, Padilha atribuiu a queda de aprovação a um ambiente de polarização global, não exclusivo do Brasil. Disse ter conversado com ministros de vários países para entender experiências em contextos eleitorais.
O ex-ministro avaliou que, à medida que a campanha eleitoral avança, o governo poderá destacar avanços na saúde. Entre os temas citados estão recordes de cirurgias eletivas, ampliação da cobertura vacinal e ações voltadas à saúde das mulheres.
Observações finais
Padilha enfatizou a continuidade de parcerias internacionais como eixo da política externa brasileira. A ideia central é manter a cooperação com diversos países, preservando a opção por cooperação pública e privada para o desenvolvimento do SUS e de bioindústrias nacionais.
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