- O Partido Liberal protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma ação para suspender a divulgação da pesquisa presidencial da AtlasIntel/Bloomberg, publicada nesta terça-feira, 19, após o PL ter apresentado o pedido na segunda-feira, 18.
- O PL sustenta que o questionário associou Flávio Bolsonaro ao caso envolvendo o Master e Vorcaro, configurando priming, framing e ancoragem para estimular respostas negativas antes das perguntas sobre voto, rejeição e imagem.
- A sigla também contesta uma etapa audiovisual da pesquisa, identificada como pergunta 48, dizendo que não houve autenticidade comprovada nem cadeia de custódia.
- O partido pediu acesso aos microdados, aos logs de aplicação, ao plano amostral e ao sistema de controle da AtlasIntel/Bloomberg, além de multa e proibição definitiva da divulgação de perguntas irregulares.
- A pesquisa aponta queda de intenção de voto de Flávio Bolsonaro, com aumento da rejeição, e mostra Lula liderando em cenários de primeira e segunda turno; foram entrevistados 5.032 brasileiros com 16 anos ou mais, entre 13 e 18 de maio, com margem de erro de um ponto percentual.
O Partido Liberal (PL) protocolou nesta segunda-feira, 18, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma ação para suspender a divulgação de uma pesquisa presidencial. O levantamento, divulgado na terça-feira, 19, pela AtlasIntel/Bloomberg, apontou queda de Flávio Bolsonaro e aumento da rejeição após a divulgação de áudio envolvendo Vorcaro.
Segundo o PL, a pesquisa utilizou perguntas sequenciais que associaram Flávio ao caso envolvendo Vorcaro e o Master. Advogados do partido afirmam que o questionário gerou ambiente de priming, framing e ancoragem, induzindo respostas negativas antes de questões sobre intenção de voto, rejeição e imagem do senador.
A sigla cita exemplos como perguntas sobre o medo de uma eleição de Flávio, o suposto esquema de fraudes envolvendo o Master e áudios atribuídos ao senador e a Vorcaro. O PL sustenta que o estudo deixou de medir opinião pública espontânea e passou a funcionar como propaganda negativa indireta.
O documento também questiona a etapa audiovisual da pesquisa, identificada como pergunta 48, na qual entrevistados teriam ouvido um áudio relacionado ao caso. O PL afirma que o material não teve autenticidade comprovada nem cadeia de custódia apresentada ao TSE.
Pedido e efeitos na divulgação
Além da suspensão imediata da divulgação, o PL pediu acesso aos microdados, aos logs de aplicação, ao plano amostral e ao sistema de controle da AtlasIntel/Bloomberg. O partido requer multa ao instituto e a proibição definitiva de perguntas consideradas irregulares.
Os advogados alertaram que a publicação da pesquisa poderia causar dano irreversível ao ambiente eleitoral de 2026, com manchetes baseadas em respostas possivelmente influenciadas pelo desenho do questionário.
Resultados da pesquisa (impacto nas intenções de voto)
A pesquisa mostrou Flávio Bolsonaro como o pré-candidato com maior rejeição após o áudio, com 52% dos entrevistados dizendo que não votariam nele de jeito nenhum, contra 49,8% em abril. Lula manteve vantagem, passando de 51% para 50,6%.
As intenções de voto de Flávio caíram 5,4 pontos no primeiro turno e 6 pontos em um segundo turno, beneficiando Lula, que passou a vencer no segundo turno segundo o levantamento.
A pesquisa foi realizada entre 13 e 18 de maio, com 5.032 brasileiros acima de 16 anos, por meio de questionários online. A margem de erro é de 1 ponto percentual, e o registro no TSE foi BR-06939/2026.
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