- O prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt (MDB), e mais cinco pessoas foram presos preventivamente na operação Regalo, que apura corrupção, fraude e lavagem de dinheiro.
- A ação, feita pelo Gaeco com o Geac do MPSC, cumpriu seis mandados de prisão e 37 de busca e apreensão em cidades de Santa Catarina e em Colíder, no Mato Grosso.
- A investigação aponta desvio de dinheiro público em Balneário Piçarras e São João Batista, com provável conluio entre núcleo empresarial e político e propina de 3% nos contratos.
- Há suspeitas de superfaturamento em obras da Orla Norte de Balneário Piçarras e de outros contratos, com valores de vantagens indevidas estimados em quase R$ 486 mil, já bloqueados.
- Foram apreendidos dois veículos, 27 celulares, 9 HDs, 13 notebooks, mais de R$ 59 mil em dinheiro, arma de fogo, pendrives e documentos; o prefeito será transferido de Brasília com apoio da Sejuri.
O Ministério Público de Santa Catarina deflagrou na manhã desta terça-feira a operação Regalo, voltada a investigar corrupção, fraude em licitações e lavagem de dinheiro em Balneário Piçarras e São João Batista, cidades do litoral norte de Santa Catarina. O prefeito de Balneário Piçarras, Tiago Baltt, filiado ao MDB, foi preso preventivamente, junto com outras cinco pessoas.
A ação foi realizada pelo Gaeco, com apoio do Geac, ambos do MPSC, sob a coordenação da Subprocuradoria-Geral para Assuntos Jurídicos. Ao todo, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 37 de busca e apreensão em residências, empresas e órgãos públicos de Balneário Piçarras, São João Batista e municípios vizinhos.
As diligências abrangem também cidades de Timbó, Biguaçu, Tijucas, Indaial, Itapema, Itajaí, Porto Belo e Bombinhas, além de Colíder, no Mato Grosso. Os mandados envolvem servidores, ex-servidores e agentes políticos, conforme o Ministério Público.
Segundo apuração, a suspeita é de atuação organizada entre núcleo empresarial e político, com divisão de tarefas para fraudes em contratos de obras e urbanização da Orla Norte de Balneário Piçarras. Investiga-se ainda indícios de conluio com grupo empresarial em dois municípios.
A investigação aponta pagamento de propina equivalente a 3% dos contratos públicos, com valores estimados em até quase R$ 486 mil. Também há apontamentos de superfaturamento de obras para sustentar as vantagens indevidas.
Foram apreendidos dois veículos, 27 aparelhos celulares, 9 HDs, 13 notebooks, mais de R$ 59 mil em dinheiro, além de uma arma de fogo, pendrives e diversos documentos. Os materiais serão analisados pelo Geac com apoio do Gaeco.
O prefeito foi preso em Brasília e será transferido para Santa Catarina com apoio da Sejuri. A investigação permanece em sigilo. A CNN Brasil busca contato com a defesa do prefeito, sem sucesso até o momento.
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