- Renan Santos, pré-candidato à Presidência pelo Partido Missão, disse que segurança pública será eixo central de seu projeto para 2026.
- Defende uma “guerra contra o crime” com mudanças na legislação penal, fim de benefícios a facções e regime jurídico específico para criminosos.
- Propõe ajuste fiscal amplo para reduzir gastos obrigatórios e vinculações (Constituição de 1988), para liberar investimentos públicos.
- Critica a escala 6×1 e defende mecanismos de transição para o mercado de trabalho, além de novo marco trabalhista com maior flexibilização.
- O Missão busca identidade própria e atuação independente em 2026, apresentando-se como alternativa ao petismo e ao bolsonarismo, com foco em segurança, ajuste fiscal, reforma trabalhista e reorganização do Estado.
Renan Santos, pré-candidato à Presidência pelo partido Missão, defende que a segurança pública seja eixo central de seu projeto para 2026. Em entrevista ao BM&C Talks, ele aponta a necessidade de reposicionar o Brasil no cenário global e vincula o tema ao ajuste fiscal e à reforma trabalhista.
O candidato sustenta que não haverá avanços consistentes em educação, saneamento, urbanismo e investimentos sem retomar o controle do território. Ele afirma que a atuação do Estado precisa preceder outras políticas públicas, para reduzir a presença de facções.
Crime organizado e retomada territorial
Na visão de Santos, mudanças na execução de penas, fim de benefícios a integrantes de facções e um regime jurídico específico para esse grupo podem tornar a resposta do Estado mais rápida e dura. Ele cita El Salvador como referência.
> Renan aponta que o Brasil já abriga nichos de atividade criminosa e que é necessário atuar de forma firme para enfrentar o problema.
Ajuste fiscal e estrutura de gastos
Sobre economia, o pré-candidato atribui à estrutura de despesas obrigatórias a alta carga tributária, que restringe investimentos públicos. Ele critica vinculações da Constituição de 1988 e defende revisão de gastos e regras previdenciárias.
Para ele, qualquer redução de impostos depende de uma mudança estrutural na despesa pública, para não comprometer serviços à população.
Trabalho, proteção social e mercado
Santos critica dependência de programas sociais e defende mecanismos de transição ao mercado de trabalho, com contrapartidas para quem recusar vagas. Ele avalia que manter a escala 6×1 pode aumentar custos e prejudicar competitividade.
Ele aponta que a qualidade de vida do trabalhador urbano envolve fatores como transporte, segurança, tributação e produtividade. A ideia é criar um ambiente com maior fluidez na relação empregador- empregado.
Novo marco trabalhista e papel do Estado
Sobre legislação trabalhista, o pré-candidato propõe maior flexibilidade nas contratações e mais espaço para negociação entre trabalhadores e empresas. Ele defende fim da Justiça do Trabalho e redirecionamento de recursos para reduzir a tributação sobre o trabalhador.
A proposta envolve um modelo de contratação mais flexível, com limites de jornada. Santos defende que o novo marco deve facilitar contratações sem perda de proteção aos trabalhadores.
Eleições de 2026 e estratégia do Missão
No âmbito político, o Missão busca se diferenciar do petismo e do bolsonarismo, apresentando uma identidade própria. O partido pretende atuar de forma independente, inclusive em eventual eleição de bancada.
A mensagem central é apresentar o Missão como alternativa de poder, com foco em segurança pública, ajuste fiscal, reforma trabalhista e reorganização do Estado, segundo a leitura do pré-candidato.
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