- A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal analisará entre 22 e 29 de maio a prisão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, decisão do ministro André Mendonça na sexta fase da Operação Compliance Zero.
- Além dele, houve a prisão de um agente da Polícia Federal suspeito de repassar informações sigilosas, com mandados cumpridos em 17 endereços e outros sete investigados também alvos de prisão.
- A defesa de Henrique afirmou que a decisão não tem comprovação de licitude nem lastro de racionalidade econômica no processo.
- A apuração aponta Henrique como demandante, beneficiário e operador financeiro do núcleo criminoso “A Turma”; há menções a um segundo grupo, os “Os Meninos”, responsável por hackerar perfis de críticos.
- A operação também identificou integrantes da própria PF que teriam ajudado a milícia privada de Vorcaro, além de um subnúcleo carioca com envolvidos em jogo do bicho e milicianos no Rio de Janeiro.
A Segunda Turma do STF analisará, entre 22 e 29 de maio, a decisão do ministro André Mendonça que determinou a prisão de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. A medida ocorreu na sexta fase da Operação Compliance Zero deflagrada na última quinta-feira (14). Investigações apontam que Henrique seria membro central do núcleo criminoso conhecido como Turma, responsável por ameaças a adversários.
Além dele, um agente da Polícia Federal foi preso sob suspeita de repassar informações sigilosas de investigações a Vorcaro e ao seu pai. Ao todo, mandados de prisão atingiram sete investigados e 17 endereços foram alvo de buscas. A apuração acompanha a atuação de núcleos ligados a Vorcaro, incluindo tarefas de cooptação e intimidção.
Durante o julgamento, a Turma revisará todas as decisões de Mendonça nesta fase da operação, avaliando a fundamentação das prisões. A defesa de Henrique contestou a validade da decisão, afirmando que a licitude e o lastro econômico não estariam comprovados no processo.
O escritório de advocacia que atua para Henrique disse que o empresário possuía apenas um fundo com expectativa de receita de um empreendimento, sem liquidez. O objetivo era esclarecer que não houve desvio de recursos do Master, segundo a defesa.
A sexta fase da operação também identificou um segundo grupo, chamado de Os Meninos, composto por hackers que teriam derrubado perfis de redes sociais críticos ao grupo. A apuração revelou ainda a participação de integrantes da PF que teriam colaborado com a milícia privada de Vorcaro.
Entre as investigações, houve movimentação de uma delegada suspensa e um agente da PF, ambos em Minas Gerais, sob suspeita de consultar sistemas internos para repassar informações a Vorcaro e ao pai. A apuração também apontou a existência de um subnúcleo no Rio de Janeiro, envolvendo operadores do jogo do bicho e milicianos.
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