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Vorcaro financiou mais de 90% do filme de Bolsonaro

Vorcaro financiou mais de noventa por cento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, com recursos via Havengate; PF investiga repasses e possível uso para gastos pessoais

Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro — Foto: Divulgação
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  • Daniel Vorcaro financiou mais de noventa por cento do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, com a GoUp recebendo os recursos por meio de intermediário de verba.
  • A produção está em torno de US$ 13 milhões (cerca de R$ 65 milhões) e ainda precisa de recursos, mas sem impactos substanciais segundo a produtora.
  • Segundo a dona da GoUp, Karina Ferreira da Gama, os recursos chegaram via fundo Havengate, sediado no Texas e administrado pelo advogado Paulo Calixto, que representa Eduardo Bolsonaro; Vorcaro não teria sido investidor direto.
  • A Polícia Federal avalia abrir inquérito para apurar repasses ligados a Vorcaro, que teriam sido usados possivelmente para despesas pessoais de Eduardo Bolsonaro; Flávio Bolsonaro nega irregularidades.
  • Os valores teriam saído da Entre Investimentos para Havengate; após a prisão de Vorcaro, a produção buscou novos investidores. Flávio admitiu ter pedido dinheiro a Vorcaro e afirmou ter visitado o ex-banqueiro após a detenção.

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro financiou mais de 90% do filme Dark Horse, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. A produção é dirigida pela GoUp, comandada por Karina Ferreira da Gama, que afirmou à GloboNews que o orçamento atual é de cerca de US$ 13 milhões, ou quase R$ 65 milhões.

Segundo Karina, Vorcaro atuou como intermediador de verba e não como investidor direto. A produtora informou que não recebeu recursos dele ou de empresas associadas, mas que todo o dinheiro chegou via o fundo Havengate, sediado no Texas e administrado pelo advogado Paulo Calixto, representante de Eduardo Bolsonaro.

A PF avalia abrir um inquérito para apurar repasses suspeitos, com possíveis destinações a gastos pessoais de Eduardo Bolsonaro. Flávio Bolsonaro, aliado de Jair Bolsonaro, nega irregularidades e afirma que a relação com Vorcaro era apenas relacionada ao filme.

Conforme reportado pelo Intercept Brasil, mensagens e áudios revelaram cobrança de parcelas do financiamento por parte de Flávio Bolsonaro. A produção afirma que, no total, os diálogos indicavam repasses de R$ 134 milhões, valor superior ao custo informado pela GoUp.

Flávio Bolsonaro admitiu ter procurado Vorcaro em 2024, antes de informações sobre o ex-banqueiro se tornarem públicas. Após a prisão de Vorcaro, em novembro de 2025, produtores buscaram novos investidores para manter o andamento do projeto.

A GoUp já mantinha a equipe trabalhando durante o período de trâmite legal, segundo Karina. Ela contou que, mesmo com a necessidade de levantar recursos, profissionais foram pagos e a equipe seguiu trabalhando, com apoio de potenciais investidores privados.

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