- Até cinco meses de funcionamento da plataforma, cerca de 519 mil pessoas solicitaram autoexclusão de sites de bets, com média de 144 pedidos por hora.
- O motivo mais citado, por 40% dos usuários, foi a perda de controle sobre o jogo, relacionado à saúde mental.
- Sete em cada dez pedidos não têm prazo de término informado.
- O bloqueio impede o acesso a cerca de 200 marcas de apostas e pode ser de um, três, seis, nove meses, um ano ou tempo indeterminado.
- Parlamentares do PSOL apresentaram projeto de lei que classifica as bets como produtos de risco à saúde pública, com base em estudo que estima custos de danos à saúde entre R$ 30,6 bilhões e R$ 38,8 bilhões por ano.
Cerca de 519 mil brasileiros solicitaram ao Ministério da Fazenda a autoexclusão de sites de apostas nos primeiros cinco meses de funcionamento da Plataforma Centralizada de Autoexclusão. A média é de 144 pedidos por hora. O período começa com a implementação da ferramenta.
O motivo mais citado pelos usuários, em 40%, é a perda de controle sobre o jogo, associada a questões de saúde mental. Sete em cada dez pedidos não tiveram prazo definido para terminar. O bloqueio impede acesso a cerca de 200 marcas autorizadas no país.
A plataforma permite bloquear o acesso do usuário a casas de apostas, com autobloqueio de um a nove meses, ou por tempo indeterminado. O objetivo é oferecer reflexão e proteção à saúde emocional e financeira do interessado, segundo o Ministério da Fazenda.
Proposta normativa: bets como risco à saúde pública
Nesta terça, 19, uma bancada do PSOL apresentou ao PL a definição das bets como “produtos de risco à saúde pública”. A depender do texto, o Ministério da Saúde também ganharia atribuições regulatórias sobre o tema.
Deputados citam estudo do IePS que estima custos relacionados ao jogo problemático em até R$ 38,8 bilhões anuais, sendo R$ 30,6 bilhões ligados à saúde. A proposta busca ampliar mecanismos de regulação e proteção ao cidadão.
A iniciativa aponta a necessidade de ampliar políticas de prevenção e tratamento da ludopatia. A audiência pública também pode mobilizar ações de educação financeira e apoio a pessoas em situação de vulnerabilidade.
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