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Amiga de Lulinha depõe à PF nesta quarta-feira

PF ouve Roberta Luchsinger por videoconferência para esclarecer eventual intermediação de pagamentos do Careca do INSS e ligações com Lulinha

PF apura se Roberta Luchsinger (na foto) foi intermediária de pagamentos do Careca do INSS
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  • Roberta Luchsinger fará depoimento por videoconferência à Polícia Federal nesta quarta-feira, 19 de maio de 2026, no âmbito das investigações sobre fraudes nos descontos do INSS.
  • Ela é amiga de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha) e está sendo questionada para esclarecer relações com Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
  • A PF apura se Luchsinger atuou como intermediária para recebimentos de valores do Careca do INSS, que está preso desde setembro de 2025, e se recebeu cerca de R$ 1,5 milhão.
  • As quebras de sigilo autorizadas pelo ministro André Mendonça e, posteriormente, decisão do STF sobre sigilo fiscal fizeram parte do andamento das investigações.
  • A investigação busca esclarecer se Roberta recebeu dinheiro dos descontos ilegais ou atuou como caixa de despesas de outras pessoas, incluindo o filho de Lula residente na Espanha.

Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, prestará depoimento à Polícia Federal nesta quarta-feira, 19 de maio de 2026, por videoconferência. A PF investiga fraudes bilionárias nos descontos associativos do INSS e quer esclarecer as relações da empresária com o Careca do INSS.

Os investigadores apuram se o filho do presidente utilizou Luchsinger como intermediária para receber valores do empresário Antônio Camilo Antunes, preso desde setembro de 2025. Luchsinger é apontada como lobista envolvida no esquema.

Em dezembro de 2025, a PF realizou busca e apreensão na residência da empresária durante a operação Sem Desconto. A apuração identificou recebimentos de cerca de 1,5 milhão de reais por meio de Antunes, suspeito de liderar o desvio.

O inquérito das fraudes no INSS teve autorização de quebra de sigilo bancário de Luchsinger e de Lulinha em janeiro deste ano, conforme decisão de um ministro do Supremo. A medida foi suspensa em março por falta de fundamentação concreta.

A delação premiada do empresário Maurício Camisotti, que seria o centro financeiro do esquema, foi retomada no início de maio. A PF já utilizou informações dessa delação para embasar o depoimento de Luchsinger.

A investigação também envolve se Roberta recebeu recursos oriundos dos descontos ilegais de aposentadorias e se atuou como caixa de despesas de terceiros, como o filho de Lula, que reside na Espanha. Ela nega as acusações.

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