- Deputados distritais e federais reuniram-se na manhã de 20/5 com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para discutir o futuro do BRB.
- O encontro foi organizado pelas deputadas Fernanda Melchionna (Psol) e Samia Bonfim (Psol); participaram Max Maciel (Psol), Fábio Félix (Psol) e Érika Kokay (PT).
- Fábio Félix afirmou que o GDF não tem agido de forma suficiente e que as medidas apresentadas são protelatórias, sem soluções efetivas.
- Max Maciel citou impactos da crise no DF, como atraso no repasse da tarifa D1 para as empresas de transporte, desde a segunda quinzena de março.
- Érika Kokay criticou a condução do GDF e pediu ações mais consistentes, destacando que o BRB já enfrenta sanções por atraso; Melchionna defendeu a instalação de uma CPMI para investigação, sem comprometer a existência do banco.
Deputados distritais e federais se reuniram na manhã desta quarta-feira com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para discutir o futuro do BRB. O encontro ocorreu no âmbito de debates sobre a crise no banco público do Distrito Federal, com foco em transparência e ações efetivas.
A reunião foi organizada pelas deputadas federais Fernanda Melchionna (Psol-SP) e Samia Bonfim (Psol-SP). Participaram também os deputados distritais Max Maciel (Psol) e Fábio Félix (Psol) e as colegas Erika Kokay (PT) e Fernanda Melchionna (Psol).
Segundo Félix, o BC mostrou sensibilidade ao tema e pretende buscar soluções, mas criticou a atuação do governo do DF. Ele afirmou que as medidas apresentadas parecem protelatórias e que há necessidade de avançar de forma efetiva.
Maciel destacou impactos diretos da crise na cidade, citando o transporte público. Ele explicou que recursos tarifários não estão chegando às empresas de ônibus, devido a falhas no repasse do D1, o que afeta aquisição de diesel, entre outros itens.
Sobre o andamento do balanço financeiro, o parlamentar questionou a demora na divulgação. Ele pediu ações concretas do governo local para evitar a perda de oportunidades na recuperação do BRB e para manter o banco ativo na região.
Kokay avaliou que o BRB é vítima de um processo maior e defendeu soluções que preservem o banco e minimizem efeitos econômicos e sociais. Ela ressaltou que não há prazo fixo imposto pelo BC para o balanço, que depende da situação da instituição.
A deputada Fernanda Melchionna reforçou a necessidade de responsabilização dos gestores, sem abandonar a função social do banco. Ela frisou que o objetivo é proteger o BRB e as políticas públicas do DF.
Melchionna ainda defendeu a instalação de uma CPMI para investigar o caso. Ela afirmou que é fundamental apurar irregularidades e que os responsáveis respondam, sem colocar em risco a continuidade do banco público.
Kokay ressaltou que o atraso não pode servir para atrasar soluções, e que o BC atua com base na realidade da instituição. Ela descreveu sanções existentes pelo atraso, atribuindo a responsabilidade principalmente a fatores internos do BRB.
O grupo encerrou o encontro destacando a importância do BRB para a economia do DF e a necessidade de transparência na gestão, com informações acessíveis à população. O tema seguirá em pauta nas discussões próximas.
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