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Fila do INSS cai 6,8% e chega a 2,6 milhões em abril

Fila do INSS cai 6,8% em abril, para 2,6 milhões, após demissão de presidente e norma que restringe pedidos duplicados

Gráfico mostra a queda na fila do INSS desde março de 2026, após pico em fevereiro
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  • A fila de requerimentos do INSS caiu 6,8% em abril, de 2,79 milhões em março para 2,6 milhões.
  • A trajetória de queda começou em março e ganhou impulso com a Instrução Normativa PRES/INSS nº 203, que proíbe a abertura de pedidos duplicados.
  • O ex-presidente do INSS, Gilberto Waller, foi demitido em 13 de abril de 2026 e Ana Cristina Viana Silveira assumiu a presidência.
  • A norma passou a exigir intervalo mínimo de 30 dias para refazer o requerimento em caso de negação.
  • De janeiro de 2023 a abril de 2026, o INSS acumula alta de 1,51 milhão de pedidos na fila (aumento de 138,5% desde dezembro de 2022), com recorde anterior de 2,03 milhões em janeiro de 2020.

A fila do INSS caiu 6,8% em abril, saindo de 2,79 milhões para 2,6 milhões de requerimentos pendentes. A queda ocorreu após a demissão do ex-presidente do INSS, Gilberto Waller, em 13 de abril de 2026. A mudança coincidiu com a nomeação da servidora de carreira Ana Cristina Viana Silveira para a presidência.

A norma que pode ter influenciado o recuo também foi publicada em 22 de abril de 2026. A Instrução Normativa PRES/INSS nº 203 restringe a abertura de novos pedidos idênticos já existentes, inclusive quando há recurso em curso. Além disso, determina intervalo mínimo de 30 dias para refazer requerimentos negados.

Com o calendário de abril, a fila manteve trajetória de queda iniciada em março, após recorde de 3,13 milhões em fevereiro. A demanda acumulada pelo INSS continua elevada, próxima de patamar histórico, segundo dados compilados pelo portal.

Desde janeiro de 2023, o governo de Lula enfrenta críticas sobre o atraso na concessão de benefícios. O estoque de pendências cresceu 1,51 milhão de pedidos até abril de 2026 em relação a dezembro de 2022, representando alta de 138,5%.

Em comparação, o recorde anterior sob o governo de Bolsonaro foi de 2,03 milhões em janeiro de 2020. A fila alta é usada por auxiliares do governo para ilustrar o desafio de zerar os valores, ao mesmo tempo em que limita picos de gasto com benefícios.

O presidente Lula já havia reiterado, ao longo de 2022 e 2023, compromissos de reduzir a fila. Promessas de zerar as pendências foram feitas em diferentes momentos, com foco em modernização digital, contratação de mais funcionários e melhoria de perícias.

Profissionais do INSS entraram em greve em julho de 2024, reivindicando reajuste salarial e melhores condições de trabalho. O movimento foi interrompido em novembro do mesmo ano, após acordo com o Ministério da Gestão e Inovação. O impacto das negociações segue sob avaliação.

As informações são de acompanhamento de dados oficiais e de reportagem do portal Poder360, que acompanha a evolução da fila desde o pico de 2026. O tema permanece central para a agenda de gestão de benefícios da União.

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