- Flávio Bolsonaro reorganizou a comunicação e intensificou a articulação com aliados do Congresso e do PL para sustentar a pré-candidatura ao Planalto.
- O encontro de hoje na sede do PL reuniu lideranças da legenda para alinhar discurso, reduzir desconfortos internos e sinalizar unidade.
- O PL aposta em reação política, mobilização da base e expansão da presença digital para defender a pré-candidatura e atacar ligações entre governo e o banqueiro alvo de investigações.
- A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg aponta queda de Flávio em cenário de segundo turno, com 41,8% contra 48,9% de Lula, destacando perda de apoio entre indecisos e nulos.
- Além da atuação interna, a campanha planeja manter diálogo com empresários e lideranças de outras siglas, buscando palanques regionais e estabilidade política.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) intensificou a articulação com aliados no Congresso e com dirigentes do PL, reconfigurando a comunicação de sua pré-candidatura ao Planalto. A estratégia prioriza reuniões com parlamentares, alinhamento de discurso e agenda pública.
A reorganização ocorre para conter desgastes e sustentar a viabilidade eleitoral de Flávio após queda de popularidade em recente pesquisa. Analistas associam parte da queda à divulgação de áudio envolvendo banco Vorcaro e financiamento ao filme Dark Horse.
Na terça-feira (19), Flávio participou de reunião reservada com deputados e senadores do PL na sede da sigla, em Brasília. O encontro reuniu lideranças para alinhar discurso e reforçar a pré-campanha.
Lideranças presentes e objetivo
Participaram Valdemar Costa Neto, presidente do PL, Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha, Sóstenes Cavalcante e Carlos Portinho, além de Altineu Cortes, Eduardo Gomes e Sergio Moro. A pauta foi manter a unidade e a linha de defesa.
A AtlasIntel/Bloomberg apontou queda de seis pontos percentuais na sondagem com cenário segundo turno contra Lula. Flávio aparece com 41,8%, frente a 48,9% do PT, segundo o levantamento de maio de 2026.
Dentro do PL, dirigentes destacam que a perda ocorreu entre indecisos, brancos e nulos, não entre eleitores do PT. Um dos apoiadores afirmou que o descondenado não subiu, prevendo recuperação futura.
Reação do PL e ações digitais
Parlamentares indicaram que o desgaste ainda pode ser administrado na pré-campanha. A aposta é reorganizar a comunicação, reforçar a unidade e evitar impactos nos palanques estaduais.
Entre as ações, o PL iniciou ofensiva digital para defender a pré-candidatura e atacar ligações entre governo e Vorcaro, com foco nas investigações do Banco Master. O objetivo é esclarecer a posição do grupo.
Flávio pediu a CPMI do Banco Master, destacando a necessidade de apurar fatos e separar suspeitas de inocentes. Em resposta, a AtlasIntel negou que áudio tenha influenciado de forma decisiva a pesquisa.
Agenda com empresários e aliados
Mesmo diante do desgaste, a pré-campanha planeja ampliar o diálogo com empresários, mercado financeiro e siglas alinhadas à direita. Flávio deve receber lideranças em São Paulo e manter agendas regionais.
No Paraná e em Santa Catarina, PL e aliados atuaram para preservar alianças, inclusive com o Novo, frente a críticas públicas. O objetivo é manter palanque competitivo e evitar rupturas.
Especialistas veem o momento como teste nacional do potencial de Flávio como presidenciável. O pesquisador avalia impacto do sobrenome Bolsonaro na tributação de crises e na construção de base eleitoral.
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