- O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, vai analisar o pedido de suspensão da pesquisa AtlasIntel feito pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
- A decisão ocorre porque ainda não foi formada a comissão de propaganda, com três ministros, que costuma analisar pedidos de propaganda eleitoral antecipada.
- Hoje, apenas a ministra Estela Aranha está responsável pelo tema; Nunes Marques é visto como mais neutro pelo entorno de Flávio Bolsonaro.
- O objetivo de Nunes Marques é decidir se encaminha o caso ao plenário, forma a comissão ou delega a análise a Estela Aranha; não há prazo definido.
- A AtlasIntel/Bloomberg aponta 41,8% de intenções de voto para Flávio Bolsonaro e 48,9% para Lula em eventual segundo turno; o PL pediu a suspensão após o resultado.
Kassio Nunes Marques ficará responsável por analisar o pedido de suspensão da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg feito pela campanha de Flávio Bolsonaro, no TSE. A informação foi confirmada pelo tribunal à CNN. O processo ocorre enquanto não há uma comissão de propaganda completa, com três ministros, para conduzir análises de pedidos de propaganda eleitoral antecipada.
A AtlasIntel/Bloomberg divulgou a levantamento nesta terça-feira, apontando 41,8% das intenções de voto para Flávio Bolsonaro e 48,9% para Lula em um eventual segundo turno. Em resposta, o PL acionou o TSE e solicitou a suspensão da pesquisa, alegando possíveis impactos do áudio divulgado no questionário. A AtlasIntel sustenta que a metodologia segue normas eleitorais.
A depender do andamento, Nunes Marques pode encaminhar o caso ao plenário, formar a comissão ou designar Estela Aranha para conduzi-lo. Não há prazo fixado, segundo interlocutores do próprio ministro, que indicam a expectativa de decisão até a próxima semana.
Situação da comissão de propaganda
Hoje, apenas Estela Aranha atua na análise de pedidos relacionados à propaganda durante campanhas. A falta de uma comissão completa explica o atraso na decisão sobre a suspensão da pesquisa. A avaliação envolve questões de procedimento interno e de neutralidade institucional.
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