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Projeto para criar Estratégia Nacional de Saúde avança

CCJ aprova projeto que cria a Estratégia Nacional de Saúde do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, visando autonomia produtiva e redução da dependência externa

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  • A CCJ aprovou nesta quarta-feira o projeto que cria a Estratégia Nacional de Saúde do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (ENSCEIS), visando autonomia do Brasil na produção de insumos médicos.
  • O texto prevê instrumentos para estimular a produção nacional, regras de compras públicas, financiamento e regulação de produtos estratégicos para o Sistema Único de Saúde.
  • Define conceitos como produto estratégico de saúde, componente tecnológico crítico, insumo farmacêutico ativo e empresa estratégica de saúde, entre outros.
  • As diretrizes incluem fortalecimento do SUS, acesso a tecnologias, qualificação de recursos humanos e redução da dependência externa, com uso do poder de compra público para estimular produção local.
  • O projeto estabelece incentivos e requisitos para EES, credenciamento, credenciamento e monitoramento de preços, além de permitir contratações diretas e ajustes na Lei de Licitações, Lei de Inovação e Lei do SUS.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (20) o PL 2.583/2020, que cria a Estratégia Nacional de Saúde do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (ENSCEIS). A medida visa assegurar autonomia do Brasil na produção de medicamentos, vacinas e insumos para o SUS.

O projeto aguarda análise das Comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Assuntos Sociais (CAS). O relator é o senador Rogério Carvalho (PT-SE), médico de formação, que destacou a lacuna de legislação sobre o tema.

Apresentado pelo deputado Doutor Luizinho (PP-RJ), o texto define instrumentos para estimular a produção nacional em saúde. Também estabelece regras para compras públicas, financiamento e regulação de produtos estratégicos.

O objetivo é criar condições para ações de saúde, estimular geração de empregos qualificados e reduzir dependência externa. A proposta busca ainda promover autonomia estratégica do país no setor.

Diretrizes

A ENSCEIS terá como diretrizes o fortalecimento do SUS e o acesso a tecnologias de saúde. O texto prevê capacitação de recursos humanos, combate a epidemias e promoção da produção nacional de medicamentos.

Também, segundo o projeto, será incentivada a inserção internacional de empresas estratégicas brasileiras. O uso do poder de compra do Estado deverá estimular a produção local.

Aspectos técnicos e objetivos

O texto detalha conceitos como produto estratégico de saúde (PES) e empresa estratégica de saúde (EES). Define ainda componentes como insumo farmacêutico ativo (IFA) e componente tecnológico crítico (CTC).

Rogério Carvalho afirmou que o desenvolvimento científico e tecnológico é dever do Estado. A ideia é orientar a pesquisa para a solução de problemas brasileiros.

Credenciamento e funcionamento

Para se qualificar como EES, a empresa precisa ter finalidade social voltada à produção, pesquisa e inovação em saúde. Deve manter instalação industrial para PES e apresentar histórico de atividades.

O credenciamento ficará a cargo do Poder Executivo, com regulamentação dos ministérios responsáveis. O descredenciamento pode ocorrer por risco à soberania ou ao abastecimento do SUS.

Preços, licitações e incentivos

O projeto exige discriminação do preço de mercado, com detalhamento de custos de transferência de tecnologia. O monitoramento de preços será permanente, no mercado nacional e internacional.

Entre os incentivos, as EES terão prioridade regulatória e acesso a linhas de crédito no BNDES, com condições diferenciadas. Também haverá benefícios aduaneiros para produtos nacionais.

Atualizações legais

A proposta modifica a Lei 6.360/1976, para reforçar registro e boas práticas, e a Lei 14.133/2021, ampliando possibilidades de contratação direta de PES. A Lei 8.080/1990 passa a incluir promoção do desenvolvimento tecnológico no SUS.

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