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Roberta Luchsinger, empresária amiga de Lulinha, será ouvida pela PF

Roberta Luchsinger é ouvida pela PF na nova fase da operação Sem Desconto, sob suspeita de movimentação de recursos; RL Consultoria recebeu cerca de R$ 1,5 milhão.

A empresária Roberta Luchsinger foi um dos alvos da nova fase da operação “Sem Desconto” — Foto: Reprodução/Instagram
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  • Roberta Luchsinger foi convocada para depor perante a Polícia Federal na nova fase da operação Sem Desconto, que apura descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.
  • A PF a aponta como integrante do núcleo político e financeiro do esquema, atuando por meio da empresa RL Consultoria e Intermediações Ltda., que recebeu cerca de R$ 1,5 milhão de uma companhia ligada ao grupo investigado.
  • A investigação cita proximidade entre Roberta, Lula e o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, com mensagens que sugerem pagamentos ligados ao esquema.
  • A empresária ficou conhecida por apoio público a Lula e por relações com figuras da esquerda; em 2017 ganhou notoriedade ao anunciar doações a Lula após a Lava Jato.
  • Segundo a PF, empresas do grupo eram usadas para pulverizar recursos e dificultar o rastreamento de desvios de aposentados; a defesa ainda não comentou as acusações.

A empresária Roberta Luchsinger voltou a ser alvo de investigações sobre fraudes no INSS após ser convocada para depor à Polícia Federal nesta quarta-feira (20). A oitiva integra a nova fase da operação Sem Desconto, que apura descontos indevidos em aposentadorias e pensões.

A PF aponta Roberta como integrante do núcleo político e financeiro do esquema. Ela é investigada pela suposta participação na movimentação e ocultação de recursos ligados ao grupo liderado por Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Relatórios indicam que a empresária atuou por meio da RL Consultoria e Intermediações Ltda., que recebeu cerca de R$ 1,5 milhão de uma empresa associada ao grupo investigado.

Proximidade com a política

Roberta é neta e herdeira de um ex-acionista do Credit Suisse e ficou conhecida pela proximidade com figuras da esquerda brasileira. Ela já foi companheira de Protógenes Queiroz, ex-delegado da PF que ganhou projeção em operações de combate à corrupção. Nas redes sociais, Roberta passou a defender o governo federal e figuras do PT, além de criticar parlamentares da direita.

A investigação da PF cita ainda a relação entre Roberta e Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula. A proximidade motivou tentativas de convocação da empresária na CPMI do INSS, mas os pedidos foram barrados pela maioria governista. Em decisões do STF, há menção de transferências entre uma empresa ligada ao Careca do INSS e a companhia de Roberta.

Trajetória e movimentação financeira

A PF indica que empresas do grupo eram utilizadas para pulverizar recursos, dificultando o rastreio do dinheiro desviado de aposentados e pensionistas. A participação de Roberta na movimentação financeira do esquema é alvo de apuração, segundo o inquérito em curso. A defesa da empresária não se pronunciou publicamente sobre as acusações até o momento.

Antes, Roberta ganhou notoriedade em 2017, durante a Operação Lava Jato, ao anunciar a intenção de doar cerca de R$ 500 mil em dinheiro, joias e bens de luxo a Lula, após bloqueio judicial de contas do petista. Na ocasião, ela afirmou que os bens poderiam ser penhorados, o que ampliou sua visibilidade pública ligada ao entorno do presidente.

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