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Cofundador do Google financia campanha contra imposto na Califórnia

Sergey Brin financia campanha contra o imposto sobre CEOs super pagos em São Francisco, associando-se à Proposta D, que pode gerar até US$ 300 milhões/ano e perda de empregos

Sergey Brin durante evento na Califórnia em Abril. (Foto: JILL CONNELLY/EFE/EPA)
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  • Sergey Brin, cofundador do Google, passou a apoiar e financiar campanha contra criação e ampliação de impostos sobre grandes empresas e executivos de São Francisco.
  • Brin DOOU US$ 500 mil para um comitê que combate a proposta tributária que será votada em referendo na cidade, conhecida como Overpaid CEO Tax.
  • Em 2 de junho, eleitores de São Francisco vão votar em duas propostas concorrentes para mudanças na cobrança de impostos sobre empresas: Proposta C e Proposta D.
  • A Proposta D, conhecida como Overpaid CEO Tax, aumenta a cobrança para empresas com CEOs muito acima do salário médio; a Proposta C aumenta isenções para pequenas empresas, de US$ 5 milhões para US$ 7,5 milhões, e antecipa alguns aumentos para 2027.
  • Estimativas indicam que a Proposta D geraria entre US$ 250 milhões e US$ 300 milhões por ano, mas poderia causar perda de cerca de 944 empregos e redução de aproximadamente US$ 210 milhões no PIB local em duas décadas; Brin tem ampliado atuação política na Califórnia contra taxação de bilionários, já destinando mais de US$ 60 milhões neste ano. Afirmou ter deixado a Califórnia e morado em Nevada, citando receio de “seguir o caminho do socialismo.”

O cofundador do Google, Sergey Brin, passou a financiar uma campanha para impedir a criação e a ampliação de impostos sobre grandes empresas e executivos em São Francisco. Registros eleitorais indicam que ele doarou US$ 500 mil a um comitê que combate a proposta conhecida como Overpaid CEO Tax.

A votação ocorre em 2 de junho, quando eleitores de São Francisco vão se deparar com duas propostas concorrentes para alterar a tributação municipal. Brin apoia a chamada proposta C, favorável ao setor privado, e se opõe à proposta D, defendida por sindicatos e organizações progressistas.

A proposta D impõe tributo maior a empresas cujo principal executivo recebe muito acima da média dos salários. O cálculo considera a força de trabalho global da companhia, não apenas a local. Já a proposta C aumenta o teto de faturamento para isenção de impostos, de US$ 5 milhões para US$ 7,5 milhões, e antecipa certos aumentos para grandes empresas a partir de 2027.

Segundo estudo do escritório do controlador financeiro de São Francisco, a proposta D poderia render entre US$ 250 milhões e US$ 300 milhões por ano, mas poderia provocar a perda de cerca de 944 empregos e reduzir o PIB local em cerca de US$ 210 milhões ao longo de 20 anos.

Grupos progressistas insistem que grandes corporações devem pagar mais para enfrentar a crise habitacional e as dificuldades financeiras da cidade. Já o lado empresarial sustenta que reajustes tributários podem levar à saída de empresas e prejudicar a economia local.

Brin tem ampliado sua atuação política na Califórnia, especialmente em campanhas contra taxação de bilionários. A Bloomberg informou que ele já destinou mais de US$ 60 milhões neste ano a iniciativas sobre o tema no estado.

O empresário deixou a Califórnia recentemente, fixando residência em Nevada. Em declaração publicada em abril, Brin afirmou ter deixado a antiga União Soviética com a família em 1979 e comentou não querer que a Califórnia “termine no mesmo caminho do socialismo”.

Contexto das propostas

  • Proposta D: aumento de tributo a grandes empresas com base na remuneração do CEO e na folha de pagamento global.
  • Proposta C: eleva isenção para pequenas empresas e adianta parte de aumentos para grandes companhias.

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