- A investigação do Gaeco aponta ligação direta entre Deolane Bezerra e o PCC, em operação chamada Vérnix que apura lavagem de dinheiro e bloqueia 327 milhões de reais em ativos.
- Deolane Bezerra foi presa pela Polícia Civil de São Paulo sob acusação de integrar o PCC e participar do esquema de lavagem de dinheiro.
- Segundo o Gaeco, a influenciadora usa sua imagem pública para conferir aparência de legalidade a recursos ilícitos, com movimentações financeiras milionárias acima da renda declarada.
- A investigação envolve a cúpula do PCC, incluindo o líder Marcola, o irmão Alejandro Herbas Camacho e sobrinhos, com parentes atuando na transmissão de ordens e divisão de lucros; uma transportadora em Presidente Venceslau funciona como braço financeiro.
- Medidas judiciais incluem seis prisões preventivas e o sequestro de 17 veículos de luxo e quatro imóveis; Deolane já havia sido incluída na Difusão Vermelha da Interpol durante o período em que esteve na Itália.
A Operação Vérnix, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil, investiga um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a cúpula do PCC e a influenciadora Deolane Bezerra. A ação resultou na prisão da influenciadora na manhã desta quinta-feira (21) em São Paulo, e no bloqueio de R$ 327 milhões, além do sequestro de bens de luxo. A investigação aponta uso de estruturas legais para ocultar recursos ilícitos.
Segundo o Gaeco, Deolane ocupa posição de destaque no núcleo financeiro da facção. O inquérito aponta vínculos com gestores de uma transportadora em Presidente Venceslau, associada ao PCC e administrada pela família do líder Marcola. Perícia em celulares indicou depósitos a contas em nome da influenciadora, realizados durante o fechamento de contas da facção.
A apuração teve início em 2019, após apreensão de manuscritos na Penitenciária II de Presidente Venceslau que mencionavam ordens da liderança. Além de Deolane, o alvo inclui Marcola, seu irmão Alejandro Herbas Camacho e sobrinhos do detento. Familias operavam repasses e a transportadora atuava como braço financeiro.
Medidas judiciais e demais alvos
A Justiça determinou seis prisões preventivas, o sequestro de 17 veículos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões e a apreensão de quatro imóveis. Antes da prisão no Brasil, Deolane chegou a constar na Difusão Vermelha da Interpol, estando em Roma, Itália, como foragida internacional; retornou ao país na véspera da operação.
A investigação cita Everton de Souza, conhecido como Player, como operador financeiro responsável por repassar recursos até a influenciadora. A cúpula também envolve Paloma Sanches Herbas Camacho, entre outros familiares, que atuariam na transmissão de ordens e na partilha de lucros. A polícia enfatiza o uso da imagem pública da influenciadora para camadas de aparente legalidade.
A CNN Brasil informou sobre a prisão e listou os principais alvos, além de indicar que a defesa ainda não havia sido localizada para muitos dos citados. As autoridades continuam apurando a relação entre atividades empresariais de Deolane e fluxos financeiros vinculados à facção.
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