- Lula afirmou, em Aracruz (ES), que, para combater o crime organizado, Donald Trump deveria extraditar Ricardo Magro, a quem chamou de “falsificador de combustível” e “maior devedor de dinheiro público”.
- O presidente citou a conversa com Trump na Casa Branca, em Washington, no dia 7, como base para a recomendação de entregar brasileiros que roubam no exterior.
- Lula disse ter repassado ao republicano o endereço e o nome de Magro, destacando que a Polícia Federal está preparada para agir.
- A Refit negou que Magro seja dono da empresa, afirmando que ele não integra o quadro de acionistas e que a relação envolve apenas serviços advocatícios prestados.
- Mesmo assim, a empresa reconheceu vínculo de parentesco entre Ricardo Magro e João Manuel Magro, controlador indireto da refinaria.
Em Aracruz, no Espírito Santo, Lula mencionou pela primeira vez publicamente o empresário Ricardo Magro durante um discurso. O presidente avaliou que, para combater o crime organizado, Trump deveria extraditar brasileiros acusados de atirar contra a segurança pública.
Lula citou uma conversa com o então presidente dos EUA, Donald Trump, realizada na Casa Branca em Washington no dia 7. Segundo o petista, ele repassou o endereço e o nome de Magro para facilitar a cooperação.
Durante a 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, o presidente reforçou a ideia de cooperação entre países no combate ao crime organizado e afirmou que a Polícia Federal estaria preparada para agir.
Refit nega envolvimento direto de Magro
A Refit informou que Magro não integra o quadro de acionistas da empresa, e que a relação com ele decorre apenas de serviços advocatícios prestados. A empresa ressaltou que Magro não é dono da companhia.
Mesmo com a negativa, a Refit reconheceu existir vínculo de parentesco entre Ricardo Magro e João Manuel Magro, controlador indireto da refinaria associada à empresa. A declaração foi enviada à CVM.
Contexto e desdobramentos
A fala de Lula ocorre em meio a críticas públicas sobre segurança pública e combate ao crime organizado. O tema tem sido central na campanha do presidente, com foco em ações de prevenção e repressão ao delito.
A notícia não traz confirmação de ações judiciais ou novas ordens contra Magro. Não houve detalhes sobre medidas adicionais envolvendo a Refite ou autoridades brasileiras.
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