- O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, criticou a ideia de compensação para as empresas durante debate sobre a redução da jornada 6×1, em Belo Horizonte.
- Marinho disse que a compensação está nos dados: menos faltas e maior produtividade, e pediu que o tema seja rejeitado.
- Representantes do setor privado estimam custo de R$ 160 bilhões para as empresas com a redução da jornada, defendendo amortização.
- O governo é contra a compensação e destacou conquistas históricas do trabalho, como a CLT e a redução da jornada em 1988.
- A PEC do fim da 6×1 terá o relatório de Leo Prates apresentado na segunda-feira (25); votação no plenário deve ocorrer na próxima semana, com apoio esperado do presidente da comissão Hugo Motta.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, criticou a oposição nesta quinta-feira em Belo Horizonte durante o debate da comissão especial sobre a escala 6×1. O tema em pauta é a redução da jornada de trabalho e o eventual impacto para as empresas.
Marinho afirmou que a produtividade aumenta quando os trabalhadores estão satisfeitos, descartando qualquer argumento de compensação. Ele ressaltou que os ganhos já aparecem nos dados, em menor ausência e maior eficiência.
Representantes de setores produtivos apontam custo de até 160 bilhões de reais para as empresas com a redução da jornada, defendendo alguma forma de amortização. O governo sustenta que não há espaço para compensação e cita avanços históricos como a CLT e a redução da jornada de 1988.
Ponto de vista dos parlamentares
O relator da PEC do fim da 6×1, deputado Leo Prates, enfatizou a necessidade de aprovação do texto, com o objetivo de encerrar a escala. Ele destacou que a votação em plenário pode ocorrer na próxima semana, condicionada ao apoio dos deputados.
O presidente da comissão, Hugo Motta, sinalizou apoio à extinção da escala 6×1, mesmo diante de resistência de parte da base. A expectativa é de que o texto receba o apoio suficiente para seguir ao plenário, com uma janela de votação ainda a definir.
Participaram do debate outros membros do governo e membros do Congresso, como Guilherme Boulos, Wellington Dias, Rogério Correia e Alencar Santana, que estavam presentes para discutir o tema e seus impactos.
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