- Mario Frias viajou aos EUA para articular o encontro entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump, ao lado de Eduardo Bolsonaro, sem autorização prévia de Hugo Motta.
- A Câmara dos Deputados informou que Frias cumpre agenda em Dallas, no Texas, sem ônus ao Legislativo.
- O pedido de autorização não foi despachado, de modo que Motta não chegou a aprovar nem negar a solicitação.
- Frias afirmou ter tomado conhecimento de que a agenda fora do Brasil era de conhecimento de Motta, e disse que retorna ao Brasil no dia vinte e cinco de maio para prestar esclarecimentos.
- O Regimento Interno da Câmara prevê que o deputado avise previamente sobre afastamento do território nacional; Motta prepara uma resposta ao ministro Flávio Dino sobre o caso.
O deputado Mario Frias esteve nos EUA para articular um encontro entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump, ao lado de Eduardo Bolsonaro, sem autorização prévia do presidente da Câmara. A informação é apurada pelo Correio e envolve agenda de segurança pública. A Câmara afirmou que Frias participa de atividade no Texas sem ônus ao Legislativo.
Segundo apurações, Frias não teve despacho autorizado por Hugo Motta, que não chegou a se manifestar sobre o pedido de viagem. Fontes ouvidas destacam que o protocolo exige autorização prévia para deslocamentos oficiais ao exterior. A possível reunião seria com foco político e internacional.
A assessoria de Frias negou que o objetivo fosse combinar encontro com Trump, afirmando que o deslocamento ocorreu para um evento de segurança pública. Frias informou ter ciência de eventual pedido ao STF sobre a ida e disse estar à disposição para esclarecer o assunto.
Aspectos legais e próximos passos
O Regimento Interno da Câmara prevê que o parlamentar deve comunicar previamente à Presidência sobre afastamentos do país, incluindo a natureza e a duração. A tramitação envolve eventual precedimento de Motta, que deverá se posicionar sobre a solicitação.
Fontes ligadas ao caso indicaram que Motta prepara resposta a ministros, conforme solicitação recebida.
Observa-se que a Câmara não confirmou oficialmente o conteúdo de negociações futuras entre autoridades e nomes políticos citados.
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