- O Ministério da Saúde lançou a versão digital da Caderneta Brasileira da Gestante, com a expressão “mulheres e pessoas que gestam” em alguns trechos.
- A publicação, apresentada em 12 de maio pelo ministro Alexandre Padilha na Maternidade Escola da UFRJ/HU Brasil, busca ampliar a participação da gestante nas decisões relacionadas ao parto.
- O documento traz temas como saúde mental, violência obstétrica, luto materno, direitos reprodutivos e atendimento a pessoas trans que se identificam como do sexo oposto.
- No item 3.2, afirma que homens trans e pessoas não binárias podem engravidar e têm o direito de vivenciar gestação, parto, pós-parto e amamentação com respeito.
- Em relação à interrupção da gestação, a caderneta descreve três situações em que é permitida por lei (violência sexual, risco à vida da gestante e anencefalia fetal) e ressalta que o atendimento é garantido pelo SUS sem necessidade de autorização judicial; gestação envolvendo menores de 14 anos é classificada como violência sexual.
O Ministério da Saúde lançou a versão digital da Caderneta Brasileira da Gestante, com a inclusão da expressão “mulheres e pessoas que gestam” em alguns trechos. A apresentação ocorreu em 12 de maio, na Maternidade Escola da UFRJ/HU Brasil, no Rio de Janeiro. A publicação integra o acompanhamento pré-natal do SUS.
A nova edição traz temas como saúde mental, violência obstétrica, luto materno, direitos reprodutivos e atendimento a pessoas trans que se identificam como do sexo oposto. Em item 3.2, o texto afirma que homens trans e pessoas não binárias podem engravidar e têm direito a vivenciar gestação, parto, pós-parto e amamentação com respeito e sem discriminação.
A caderneta também aborda a gestação não desejada, definindo-a como aquela em que a pessoa não pretendia engravidar. O material detalha situações em que a interrupção da gestação é permitida por lei, incluindo casos de violência sexual, risco à vida da gestante e anencefalia fetal. O direito de acesso aos serviços do SUS é destacado, sem necessidade de autorização judicial ou boletim de ocorrência.
Reação de setores religiosos
Diversos setores religiosos criticaram a mudança na terminologia e as orientações sobre aborto. Em especial, houve questionamentos sobre a inclusão de termos que ampliam a linguagem de gênero no contexto do cuidado obstétrico. Observadores destacam a importância de consultar fontes oficiais para entender o alcance das novas diretrizes do SUS.
A avenida de críticas também envolve interpretações sobre a ideia de dignidade humana e identidade de gênero, em meio a debates sobre o papel da educação em saúde e a neutralidade das informações prestadas aos profissionais e às gestantes. A Secretaria de Comunicação do Ministério não se posicionou em relação a essas controvérsias neste momento.
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