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PGR mantém negociação de delação premiada de Vorcaro

PGR mantém negociação de delação de Vorcaro, apesar da PF rejeitar continuidade por omissão de informações; acordo prevê devolver R$ 40 bilhões em 10 anos

A defesa de Vorcaro apresentou no início de maio à PF e à PGR a proposta de delação premiada
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  • A Polícia Federal rejeitou seguir com a negociação de delação premiada de Daniel Vorcaro, fundador do Master, por considerar que ele omitiu informações.
  • A defesa de Vorcaro apresentou, no início de maio, à PF e à PGR, o compromisso de devolver R$ 40 bilhões, com pagamento parcelado em dez anos.
  • O STF já havia avaliado que o prazo de pagamento era muito elástico, o que dificultaria a recomposição rápida dos cofres públicos.
  • A PF e a PGR demonstraram insatisfação com a forma como a defesa apresentou a proposta, apontando menos eficácia na recuperação de ativos.
  • Ainda há necessidade de uma análise inicial pela PF e pela PGR sobre a utilidade dos dados, antes de encaminhar o acordo para homologação no STF.

A PF já informou que não continuará o processo de negociação de delação premiada de Daniel Vorcaro, fundador do Master, após concluir que ele omitiu informações relevantes. A defesa havia apresentado a proposta no início de maio.

A PGR mantém prerrogativa de conduzir as tratativas de forma independente e pode seguir com o acordo mesmo diante da recusa da PF. A análise envolve a utilidade dos dados para a recuperação de ativos.

A defesa de Vorcaro, representada pelo advogado José Luis de Oliveira Lima — o Juca —, apresentou o compromisso de devolver R$ 40 bilhões, com pagamento em 10 anos, período considerado longo pelo STF.

A avaliação crítica também apontou que o prazo longo dificulta a recomposição imediata dos cofres públicos e pode reduzir a efetividade da delação. A PF e a PGR já discutem, internamente, a utilidade dos dados para eventual homologação no STF.

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