- A influenciadora Deolane Bezerra dos Santos foi presa em tamboré, na região metropolitana de são paulo, e levada para presídio na zona norte após audiência de custódia na Operação Vérnix.
- Investigadores afirmam que ela seria beneficiária de fortunas repassadas pela Lopes Lemos Transportes, empresa ligada à cúpula do PCC, com 35 empresas de fachada em martinópolis.
- O juiz bloqueou trezentos e vinte e sete milhões de reais em ativos e bens, incluindo carros de luxo; entre as empresas ligadas a Deolane estão Bezerra Publicidade e Comunicação Ltda., Bezerra Produções Artísticas Ltda. e Deolane Bezerra Holding Participações Ltda.
- Foram decretadas prisões de seis acusados, incluindo Deolane, Marcola, Alejandro e outros, com difusão vermelha da Interpol para Paloma e Leonardo.
- O Ministério Público aponta pejotização do crime, indicando que a influenciadora integrava o núcleo financeiro da organização, com operações de lavagem de dinheiro e movimentações atestadas pelo Coaf.
Deolane Bezerra dos Santos, advogada e influenciadora, foi presa nesta quinta-feira (21) durante a Operação Vérnix, deflagrada por uma força-tarefa da Polícia Civil e da Procuradoria-Geral de Justiça. A ação ocorreu em São Paulo, após investigações que apontam lavagem de dinheiro vinculada ao PCC, com conexão a uma transportadora.
Entre os indícios, os investigadores apontam que a influencer seria beneficiária de valores repassados por uma transportadora sob controle da facção criminosa. O escritório de Deolane foi levado em consideração na identificação de estruturas usadas para movimentar recursos.
De acordo com o Ministério Público, Deolane mantinha 35 empresas de fachada com o mesmo endereço, na cidade de Martinópolis, a 550 km da capital. A investigação aponta que as empresas operavam sem atividade formal e eram usadas para ocultar o fluxo de dinheiro.
Desdobramentos e medidas judiciais
As autoridades determinaram o bloqueio de 327 milhões de reais em ativos e bens imóveis, incluindo veículos de luxo de Deolane e de aliados. Entre os alvos estão o líder do PCC, Marcola, e outros membros da organização, que também tiveram mandados de prisão cumpridos ou expedidos.
O inquérito indica que Deolane integraria o núcleo financeiro da organização, recebendo valores oriundos da Lopes Lemos Transportes em operações de fluxo de caixa que não obedecem a contratos legais de serviços. O Coaf também aponta movimentações incompatíveis com a renda declarada.
Parte das medidas envolve o afastamento de sigilos e o bloqueio de contas de pessoas ligadas ao esquema, além de responsabilização de intermediários financeiros. Ao todo, oito pessoas estavam sob mandado, com três já presas no momento do cumprimento.
Contexto da operação e próximos passos
A Vérnix envolve a atuação de investigadores que atuam há semanas, com o objetivo de desmantelar a rede de empresas que funcionaria como fachada para lavagem de recursos. A polícia reforça o acompanhamento de ativos vinculados aos investigados.
A defesa de Deolane não foi localizada para manifestação. A influenciadora havia ido a Roma, acompanhando a evolução do caso, mas retornou ao Brasil para atendimento de diligências previstas pela Justiça.
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