- Renan Santos, pré-candidato do Missão, diz não ser “terceira via” e afirma que pode atrair eleitores de Lula e de Flávio Bolsonaro.
- Em sabatina na Marcha dos Prefeitos, em Brasília, ele se apresenta como liderança de direita não bolsonarista e disputa seu primeiro cargo.
- Defende o PL da dosimetria, que reduz penas de condenados por atos golpistas de 8 de janeiro, afirmando corrigir distorções.
- Propõe ampliar o número de ministros do Supremo Tribunal Federal e limitar atribuições, eliminando decisões monocráticas e proibindo escritórios de advocacia ligados a ministros.
- Critica a PEC do fim da escala 6×1 como picaretagem eleitoral e defende flexibilização das leis trabalhistas com limites de tempo de trabalho; pesquisa AtlasIntel/Bloomberg aponta Renan com 6,9% das intenções de voto.
O pré-candidato Renan Santos, do movimento Missão, afirmou em Brasília que não se vê como uma terceira via frente a Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Ele disse ter uma proposta própria capaz de atrair eleitores de ambos os lados. A declaração ocorreu durante sabatina na Marcha dos Prefeitos, promovida pela CNM.
Santos se apresentou como líder de um agrupamento de direita não bolsonarista. Em discurso aos presentes, ressaltou que disputa um cargo eletivo pela primeira vez e que, na prática, busca um espaço político próprio, sem alinhamento automático com outras siglas.
Ao falar de alianças, o pré-candidato disse preferir enfrentar Lula e Flávio de forma independente, sem escolher um eventual segundo turno. Comparou a estratégia a evitar grandes choques, buscando equilíbrio entre as propostas.
Durante a sabatina, ele reiterou apoio ao PL da dosimetria, defendendo a redução de penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 como correção de distorções. Afirmou que o projeto corrige injustiças percebidas nos vereditos.
Sobre o STF, Santos defendeu ampliar o número de ministros e manter no tribunal apenas as atribuições constitucionais. A ideia é reduzir decisões monocráticas e impedir a atuação de escritórios de advocacia vinculados a ministros.
Referiu-se também à PEC que prevê o fim da escala 6×1 como uma manobra eleitoreira. Defendeu flexibilizar leis trabalhistas com limites de tempo de trabalho semanal para trabalhadores.
Renan Santos é o quinto presidenciável a participar da sabatina da CNM. Lula não compareceu. Participaram anteriormente Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Flávio Bolsonaro, que esteve presente na edição anterior, com vaias de opositores.
Ao final, o assunto ganhou as mensagens vazadas entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Santos disse que os benefícios seriam para Zema, Caiado e Lula, e que a divulgação tende a aumentar o comparativo de intenções de voto dele.
Segundo AtlasIntel/Bloomberg, Lula tem 46,9% e Flávio 39,7% em cenário de segundo turno; Renan aparece com 6,9%. Em abril, o pré-candidato tinha 5,3% das intenções, com Zema em 5,2%.
Augusto Cury na Marcha dos Prefeitos
Pela manhã, Augusto Cury, do Avante, também participou e disse estar contrário à polarização. Sem citar Lula ou Flávio, afirmou a necessidade de um projeto de governo voltado à sociedade, não a interesses pessoais.
Cury elogiou o PL da dosimetria por suposta maior compreensão pública do tema. Também confirmou apoio à PEC da 5×2, defendendo melhoria para trabalhadores, alegando que pesquisas apontam impactos positivos na saúde ocupacional.
O pré-candidato do Avante também tratou do STF, defendendo medidas para reduzir seu poder. Propôs mandatos para ministros, com fim da vitaliciedade, como forma de ampliar controle institucional.
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