- Renan Santos, pré-candidato da Missão, afirmou em entrevista ao Poder360 que pode atrair parte do eleitorado de Flávio Bolsonaro e acredita ter espaço “novo” na direita.
- Segundo ele, há desgaste envolvendo Flávio Bolsonaro após o vazamento de conversas com Daniel Vorcaro, o que teria afastado apoiadores da família.
- Santos sostiene que sua candidatura vem crescendo de forma natural, com sinais nas pesquisas, Google Trends e engajamento nas redes sociais.
- O pré-candidato diz que adversários ligados ao bolsonarismo dependem do enfraquecimento de Flávio para ganhar espaço e afirma apresentar propostas diferentes.
- Sobre alianças, mencionou tratar de candidaturas no Sul e no Nordeste, sem revelar nomes, citando ao menos um estado no Sul e dois no Nordeste; São Paulo, destacou, é mais difícil.
O pré-candidato Renan Santos, do movimento Missão, afirmou em entrevista ao Poder360 que pode conquistar uma fatia do eleitorado de Flávio Bolsonaro, hoje no PL, e que pretende disputar o Palácio do Planalto em meio ao desgaste envolvendo o nome do senador com Daniel Vorcaro. A declaraçao ocorreu na noite de quinta-feira, 21 de maio de 2026.
Segundo Santos, a candidatura dele representa uma resposta nova dentro da direita brasileira. Ele disse acreditar que pode crescer nas pesquisas e que pode tirar Flávio Bolsonaro do segundo turno. Os comentários foram feitos em entrevista publicada pelo Poder360.
O exercício de leitura do cenário eleitoral envolve o desgaste recente envolvendo Flávio Bolsonaro e Vorcaro, empresário dono do Master, preso pela Polícia Federal pela primeira vez no fim de 2025. Santos comentou que a militância bolsonarista tem mostrado sinais de esgotamento, afirmando que houve uma percepção de cansaço entre apoiadores com relação à atuação do clã.
Na visão do pré-candidato, o crescimento de sua candidatura não depende apenas da queda de Flávio, mas de indicadores digitais e de pesquisas que, segundo ele, já apontam uma curva de ascensão. Ele enfatizou que vem apresentando propostas que considera ousadas e atraentes para o eleitorado.
Além disso, Santos criticou governadores e pré-candidatos alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que esses atores não teriam construído um projeto político próprio e atuariam como anexos da direita bolsonarista. Afirmou ainda que o caminho de outras alas seria explorar a fragilidade de Flávio para avançar, enquanto defenderia um caminho próprio para o futuro.
Alianças no Sul e no Nordeste
Quanto ao palanque, o candidato não revelou nomes nem a quantidade de apoiadores confirmados, mas indicou que analisa candidaturas no Sul e no Nordeste. Em relação a São Paulo, ele disse que o estado é o mais desafiador para a campanha. Ele cita ao menos um Estado no Sul com negociações em andamento e dois no Nordeste como pontos de avaliação. Ainda não há definição sobre alianças específicas.
Entre na conversa da comunidade