- O STF autorizou o Instituto Não Aceito Corrupção (INAC) a atuar como amicus curiae em ação direta de inconstitucionalidade que questiona mudanças na Lei da Ficha Limpa.
- O julgamento começa nesta sexta-feira no plenário virtual da Corte.
- O INAC apresentará memoriais e fará sustentação oral defendendo a inconstitucionalidade das mudanças promovidas pelo Congresso.
- A ministra Cármen Lúcia é relatora da ação e ressaltou a relevância institucional da atuação do INAC.
- A ação, proposta pelo Rede Sustentabilidade, contesta a flexibilização das regras de inelegibilidade e a possível aplicação retroativa de benefícios a condenados, segundo a descrição inicial.
O STF autorizou o Instituto Não Aceito Corrupção (INAC) a atuar como amicus curiae na ADI que questiona mudanças na Lei da Ficha Limpa. A decisão envolve a ministra Cármen Lúcia, relatora da ação, e ocorre no plenário virtual da Corte. O julgamento começa nesta sexta-feira.
O INAC apresentará memoriais e fará sustentação oral para defender a inconstitucionalidade das alterações aprovadas pelo Congresso Nacional. A entidade argumenta que as mudanças configuram retrocesso institucional no combate à probidade pública e à integridade eleitoral.
Cármen Lúcia reconheceu a relevância institucional do INAC ao admitir a participação da associação, que foi fundada em 2015 e atua na promoção da ética, cidadania e democracia. A magistrada ressaltou o caráter apartidário da instituição.
A ação foi ajuizada pelo partido Rede Sustentabilidade e contesta dispositivos da nova legislação, especialmente a flexibilização de regras de inelegibilidade e a possível aplicação retroativa de benefícios a condenados pela redação original da Lei da Ficha Limpa, de 2010.
Segundo a petição inicial, as mudanças fragilizam mecanismos de controle e transparência que ganharam força com a mobilização da sociedade civil. O INAC participa para defender a Constituição e a integridade do sistema eleitoral.
Roberto Livianu, presidente do INAC, afirmou que a discussão é relevante para a democracia brasileira e para manter avanços no combate à corrupção. A participação busca preservar a ética na política e a credibilidade das regras eleitorais.
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