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STF forma maioria para tornar policiais réus em novo processo do caso Marielle

STF forma maioria para tornar réus três policiais em novo processo ligado ao caso Marielle, com acusações de associação criminosa e obstrução de investigações

Rivaldo Barbosa foi preso em março de 2024
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  • STF formou maioria para tornar réus os delegados Rivaldo Barbosa e Giniton Lages e o comissário Marco Antonio de Barros Pinto em novo processo relacionado ao caso Marielle Franco e Anderson Gomes.
  • A denúncia da Procuradoria-Geral da República acusa os três de associação criminosa e obstrução de Justiça, por supostamente atuarem para atrapalhar investigações de homicídios no Rio de Janeiro.
  • A PGR sustenta que o grupo ocultava provas, transferia inquéritos, promovia diligências ineficazes e utilizava testemunhos falsos; Rivaldo teria aderido ao plano para matar Marielle.
  • O relator, ministro Alexandre de Moraes, votou pelo recebimento da denúncia, acompanhado por Cristiano Zanin e Flávio Dino; ainda falta o voto da ministra Cármen Lúcia; o julgamento segue após a instrução.
  • Em fevereiro, o STF já condenou os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão pelo planejamento do assassinato; Rivaldo Barbosa já possuía condenação anterior por obstrução de Justiça e corrupção.

A Primeira Turma do STF formou maioria para tornar réus três policiais no novo processo do caso Marielle. A decisão envolve os delegados Rivaldo Barbosa e Giniton Lages, e o comissário Marco Antonio de Barros Pinto. A denúncia é da PGR, que os acusa de associação criminosa e obstrução de Justiça. O crime ocorreu em 2018 no Rio de Janeiro.

A PGR afirma que o trio atuou para atrapalhar investigações de homicídios, com o objetivo de proteger organizações criminosas ligadas ao caso Marielle e Anderson Gomes. Entre as táticas listadas estão ocultação de provas e uso de testemunhos falsos.

Rivaldo Barbosa, à época diretor da Divisão de Homicídios, teria adotado o plano para matar Marielle Franco e se comprometido a proteger os autores. Ele assumiu a chefia da Polícia Civil um dia antes do crime e indicou Giniton para conduzir as investigações na DH.

Giniton Lages, então padrinho da investigação, e Marco Antonio de Barros Pinto já atuava na DH. A acusação sustenta que, com o trio, houve cobranças a grupos criminosos para que atuassem sem receio da repressão estatal.

Ao votar pelo recebimento da denúncia, Moraes ressaltou materialidade e indícios de autoria, indicando conluio para obstruir investigações de homicídios no RJ. Com a decisão, a ação penal avança, convertendo investigados em réus.

Contexto e desdobramentos

Em 2024, Rivaldo Barbosa já havia sido condenado por obstrução de Justiça e corrupção, em regime de 18 anos, pela participação no mesmo caso. O STF também condenou, em 2024, os irmãos Brazão pelo planejamento do assassinato de Marielle e Anderson Gomes.

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