- O STF formou maioria para tornar réus três policiais da Polícia Civil do estado do Rio de Janeiro no caso Marielle: Rivaldo Barbosa de Araújo, Ginilton Lages e Marco Antonio de Barros, acusados de obstrução de Justiça e associação criminosa.
- Os crimes atribuídos envolvem obstruir investigações sobre os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, com julgamento em sessão virtual previsto para terminar em 22 de maio.
- A denúncia aponta uma estrutura criminosa na Polícia Civil para proteger milicianos e bicheiros, incluindo fabricação de provas, manipulação de testemunhas e desaparecimento de evidências.
- Rivaldo Barbosa é apontado como líder da organização; Ginilton Lages foi indicado para chefiar a Delegacia de Homicídios e Marco Antonio de Barros atuava na especializada para pressionar investigações.
- O processo é desdobramento de condenações anteriores de fevereiro de 2026; a defesa questionou a competência do STF, mas os argumentos foram rejeitados; há também acusação de tentativa de homicídio contra Fernanda Chaves, assessora de Marielle.
A Primeira Turma do STF formou maioria para tornar réus três policiais civis do Rio de Janeiro no caso Marielle. Rivaldo Barbosa, Ginilton Lages e Marco Antonio de Barros respondem por obstrução de Justiça e associação criminosa.
O julgamento ocorre em sessão virtual e deve terminar nesta sexta-feira (22). O placar atual é 3 a 0 pela aceitação da denúncia apresentada pela PGR em fevereiro.
Relator Alexandre de Moraes votou pela aceitação; foram seguidos por Cristiano Zanin e Flávio Dino. Ainda falta o voto da ministra Cármen Lúcia, que pode consolidar a decisão.
Estrutura criminosa e funções
A PGR afirma que uma estrutura na PCERJ visava proteger milicianos e bicheiros, com fabricação de provas, versões falsas e manipulação de testemunhas. Rivaldo teria chefiado a Polícia Civil fluminense.
Ginilton Lages foi indicado para chefiar a Delegacia de Homicídios após o atentado. Ele seria responsável por pressionar investigados a confessar crimes não cometidos.
Marco Antônio de Barros atuava na Delegacia de Homicídios confiando em depor para favorecer investigados. O trio é acusado de obstrução de investigações do caso Marielle.
Contexto e desdobramentos
O novo processo é desdobramento das investigações que já condenaram mandantes em fevereiro de 2026, pela mesma Turma. As penas variaram entre 9 e 76 anos, conforme o estágio do julgamento.
Entre os condenados anteriores estão os irmãos Brazão, com 76 anos; Ronald Alves, 56 anos; Rivaldo Barbosa, 18 anos; Robson Calixto, 9 anos. A defesa questionou foro e provas, mas os argumentos foram rejeitados.
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