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Trump ataca regulações de superpoluentes, chamando-as ridículas

Trump suspende regulações sobre HFCs, afirma reduzir custo de vida; especialistas duvidam impacto nos preços de alimentos e veem risco para o aquecimento global

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa durante um anúncio com o administrador da Agência de Proteção Ambiental (EPA), Lee Zeldin, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC. 21/05/2026 - (Kent Nishimura/AFP)
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  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a eliminação das restrições a gases de efeito estufa usados em refrigeradores e ar-condicionado, chamando as regulamentações de Biden de “ridículas”.
  • A medida flexibiliza o cronograma para eliminar os hidrofluorocarbonos (HFCs), segundo comunicado da Agência de Proteção Ambiental (EPA).
  • A EPA informou que a mudança pode economizar até US$ 2,4 bilhões para os americanos.
  • Especialistas duvidam que a medida reduza significativamente os preços de alimentos, atribuindo o impacto a fatores como combustíveis e clima.
  • Trump afirmou que as mudanças não teriam impacto ambiental negativo, enquanto o mundo busca reduzir HFCs para evitar até 0,5 °C de aquecimento até o fim do século, com mais de 190 nações apoiando o movimento.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a eliminação de restrições a uma série de gases de efeito estufa usados em refrigeradores e aparelhos de ar-condicionado. A medida desfaz regulamentações associadas aos hidrofluorocarbonos, conhecidos como HFCs, criadas durante a era Biden. A justificativa é reduzir custos de vida. A fala ocorreu no Salão Oval.

Trump afirmou que está encerrando as regulamentações do governo anterior, classificando-as como ridículas, desnecessárias e caras. A decisão segue em meio a impactos econômicos ligados à alta de preços, agravados pela interrupção no fornecimento de petróleo provocada por conflitos internacionais.

A Secretaria de Fazenda não foi citada diretamente; a EPA informou que prazos serão estendidos para que supermercados e outras empresas eliminem graduariamente o uso de HFCs. A flexibilização está ligada a uma lei de 2020, antes elogiada por sua atuação bipartidária no combate às mudanças climáticas.

Economia

Segundo a EPA, a mudança deve gerar economia de até US$ 2,4 bilhões para a população. Especialistas, porém, destacam que o efeito sobre os preços dos alimentos tende a ser limitado, já que o gasto com refrigeração representa uma parcela pequena do custo total.

Análise de especialistas aponta que a medida dificilmente reduzirá de forma perceptível o valor pago pelos consumidores em alimentos. O foco é o custo de prateleira, não o custo total da alimentação, segundo o debate em veículos como o New York Times.

Impacto ambiental

Com executivos do setor presentes, Trump afirmou que as mudanças não teriam impacto ambiental negativo. A bancada governista sustenta que os HFCs são potentes agentes de aquecimento global, com efeito multiplicador de calor na atmosfera, ainda que com permanência de tempo relativamente menor que o CO2.

Especialistas lembram que a eliminação gradual desses gases em todo o mundo poderia evitar até 0,5 °C no aquecimento global até o fim do século. Mais de 190 países concordam com metas de redução de HFCs, incluindo os Estados Unidos, em acordos multilaterais.

O governo Biden estabelecia meta de reduzir produção e consumo de HFCs em 85% até 2036, o que, segundo autoridades, eliminaria o equivalente a aproximadamente três anos de poluição climática do setor elétrico.

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