- A Casa Branca, segundo a Reuters, pressionou a saída de Tulsi Gabbard do cargo de diretora de Inteligência Nacional dos EUA.
- Gabbard afirmou em publicação na rede X que renunciou para acompanhar o marido, diagnosticado com um raro câncer ósseo.
- No posto, ela coordenava as agências que integram a comunidade de inteligência, como a CIA, a NSA e o FBI.
- O vice-diretor de Inteligência Nacional, Aaron Lukas, assumirá o cargo interinamente.
- Donald Trump havia nomeado Gabbard para o cargo em novembro de 2024; ele comentou a saída, dizendo que ela fará falta e anunciando a substituição interina.
A Casa Branca pressionou a renúncia de Tulsi Gabbard do cargo de diretora de Inteligência Nacional (DNI) dos EUA, apurou a Reuters nesta sexta-feira (22). A saída ocorre enquanto a política cita compromisso com tratamento do marido, que enfrenta um raro câncer ósseo. Aaron Lukas assume interinamente a função.
Gabbard, que coordenava a comunidade de inteligência dos EUA, ficará à frente até 30 de junho, conforme anúncio de Trump. O vice-diretor de Inteligência Nacional assume o posto interinamente na sequência. A Casa Branca não comentou oficialmente o caso até o momento.
Em mensagem publicada no X, Gabbard disse que deixa o serviço público para ficar ao lado do marido durante o tratamento. Ela agradeceu a confiança do presidente Donald Trump e a oportunidade de liderar o órgão.
Quem é Tulsi Gabbard
Nascida na Samoa Americana e criada no Havaí, Gabbard atuou no Congresso entre 2013 e 2021. Em 2024, Trump a escolheu para a DNI. Ela já teve trajetória militar no Iraque (2004-2005) e, no fim do mandato parlamentar, passou a adotar posições mais conservadoras sobre aborto e direitos de pessoas trans.
A ex-deputada deixou o Partido Democrata em 2022, tornou-se independente e, em 2024, alinhou-se a posições republicanas. Após sair do Congresso, participou de programas e eventos conservadores, como o Tucker Carlson Show e a CPAC.
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